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Foi nos anos 1960 que Andy Warhol deu sua guinada na sua carreira de artista plástico, passando a se utilizar de conceitos da publicidade em suas obras. Sua pop art se valia de  temas do cotidiano e artigos de consumo, como as reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Michael Jackson, Elvis Presley, Pelé, Che Guevara, Mao Tsé-Tung, Brigitte Bardot.

Mas Andy não vivia apenas cercado por celebridades inspiradoras, Joe Dallesandro foi um dos maiores “musos” de Warhol. A beleza do rapaz chamava atenção: dono de um corpo definido e um rosto quadrado, Dallesandro virou uma figura frequente nos diversos trabalhos artísticos de Warhol, tornando-se um grande símbolo masculino na época.

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Joe Dallesandro – Reprodução

Joseph Angelo D’Allesandro III teve uma juventude problemática na Flórida. Aos 15 anos foi expulso da escola por agredir o diretor e, posteriormente, se envolveu com gangues, levando até um tiro na perna por roubar um carro. Aos 16, se sustentava posando nu para revistas e atuava em curta-metragens alternativos.

Dallesandro conheceu Andy Warhol e o cineasta Paul Morrissey em 1967, enquanto estavam filmando “Four Stars”. Joe foi escalado para o filme imediatamente. “Em meus filmes, todo mundo está apaixonado por Joe Dallesandro”, teria dito Warhol à época.

Joe Dallesandro
Joe Dallesandro por Paul Morrissey

Dallesandro também interpretou um traficante em outro filme de Warhol, Flesh (1968), onde teve várias cenas de nudez. A obra se tornou um sucesso e o jovem rapaz logo se tornou a mais popular das estrelas de Warhol.

Quando o sucesso de Dallesandro começou a sair do underground para entrar na cultura popular, o jovem chegou a estampar a capa da revista Rolling Stone em abril de 1971. Ele também foi fotografado por alguns dos principais fotógrafos de celebridades da época: Francesco Scavullo, Annie Leibovitz, Richard Avedon. Joe Dallesandro definiu o modelo de masculinidade na década de setenta, sem nunca ter escondido a sua bissexualidade.

Dallesandro resolveu investir na carreira de ator e teve relativo êxito, trabalhou com diversos diretores consagrados e se mudou para Europa atuando em alguns filmes, deixando de lado a carreira nos Estados Unidos.

Ele chegou a atuar em Je t’aime moi non plus de Serge Gainsbourg (França, 1976), estrelado pela esposa de Gainsbourg, a atriz britânica Jane Birkin. Dallesandro continuou a estrelar filmes feitos principalmente na França e Itália, retornando aos Estados Unidos na década de 1980.

Joe Dallesandro e Jane Birkin
Joe Dallesandro e Jane Birkin – Reprodução

Joe atuou vários filmes populares durante as décadas de 1980 e 1990. Um de seus primeiros papéis notáveis foi o do gangster dos anos 1920 Lucky Luciano em “The Cotton Club”, de Francis Coppola (1984). Teve papéis em “Critical Condition” (1987), contracenando com Richard Pryor, “Sunset” (1988), com Bruce Willis e James Garner, “Cry-Baby” (1990), com Johnny Depp, “Guncrazy” (1992), com Drew Barrymore, e o filme de 1999 de Steven Soderbergh, “The Limey”. Ele também chegou a trabalhar na televisão. Em 1986, ele coestrelou a série dramática da ABC, “Fortune Dane”. A série durou apenas cinco episódios.

O ator também fez campanhas da Calvin Klein e seu torso nu também estampou a capa do LP do grupo The Smiths, em 1984, e a capa de um dos discos dos Rolling Stones, intitulado “Sticky Fingers”.

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Joe Dallesandro – crédito: reprodução
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Joe Dallesandro – crédito: reprodução

Casou-se três vezes e tem três filhos. Sua primeira esposa, Leslie, era filha da namorada de seu pai, em 1967. Seu filho, Michael, nasceu 1968. O casamento acabou em 1969. Seu segundo casamento foi com Theresa (“Terry”) em 1970. O filho deles, Joseph A. Dallesandro Jr., nasceu em 1970. O casal se divorciou no início de 1978. Em 1987, Dallesandro se casou pela terceira vez, com Kimberly (“Kim”). Ele tem um neto e uma neta de seu filho Michael, bem como um neto de seu filho Joseph.

Joe em 2009 - Foto: Joe Mabel
Joe em 2009 – Foto: Joe Mabel

Em 2001 uma biografia, “Little Joe: Superstar”, de Michael Ferguson. Em 2009, foi tema de um documentário, chamado “Little Joe”, exibido em alguns festivais de cinema. Ainda em 2009, foi concedido a ele o prêmio Teddy Award, uma honra que reconhece os cineastas e artistas que contribuíram para uma maior aceitação do povo, cultura e visão artística.

Atualmente aos 72 anos e afastado da carreira artística, Joe ainda conserva a extraordinária beleza que o consagrou e, desde 2009, gerencia um apart-hotel em Los Angeles.

Para ver Joe Dallesandro do jeito que veio ao mundo, clique aqui [NSFW].

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