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A professora Mônica Alves (PSOL) concorre a deputada estadual no Espírito Santo. A candidata, que tem 62 anos, é bissexual e mora em Vila Velha (ES). Há 38 anos, ela atua nas escolas da rede pública capixaba.

Mônica Alves, candidata a deputada estadual pelo PSOL no ES (Foto: Divulgação)

A trajetória política de Mônica inicia no sindicalismo. “Percebi que era necessário uma representação dos trabalhadores da educação, além de ampliar meu trabalho como defensora da causa LGBTQ+”, conta a candidata.

Entre suas propostas, ela defende a educação pública, combate ao machismo, à misoginia, à LGBTfobia e ao racismo e a defesa dos direitos animais e a agroecologia. Mônica ainda destaca a construção de um abrigo para acolher pessoas LGBT+ expulsas de casa.

Além de professora, ela trabalha voluntariamente em uma ONG de pais de pessoas LGBT+, que visa ajuda-los a compreenderem seus filhos e lutar contra o preconceito. Infelizmente uma minoria de LGBTs tem a aceitação e compreensão por parte de seus pais e familiares”, diz a candidata, que é uma das entrevistadas no especial “Eleições 2022” do Gay Blog BR.

Mônica Alves (Foto: Divulgação)

Confira na íntegra a entrevista com Mônica Alves

GAY BLOG BR: Qual a sua formação e trajetória profissional? 

Mônica Alves: Sou professora de história há 38 anos em escola pública no Espírito Santo.  Atuei no movimento sindical e hoje trabalho voluntariamente numa ONG de pais de pessoas LGBTQ+ que visa ajuda-los(as) a compreenderem seus filhos e lutar contra o preconceito social.

GB: O que motivou a se candidatar? 

Mônica: Fui sindicalista e percebi que era necessário uma representação dos trabalhadores da educação, além de ampliar meu trabalho como defensora da causa LGBTQ+. 

GB: Quais os desafios enfrentados ao ser uma candidatura abertamente LGBT+?

Mônica: O maior desafio é lidar com a ignorância e preconceito enraizados culturalmente na mentalidade do povo através de distorções da realidade e noções equivocadas transmitidas pela cis-héteronormatividade estrutural.

GB: Quais são as suas principais propostas?

Mônica: Educação Pública de Qualidade. Combate ao machismo, à misoginia, à LGBTfobia e ao racismo. Defesa dos Direitos Animais e a Agroecologia. 

GB: Há pautas exclusivamente para LGBT+?

Mônica: Sim. A construção de um abrigo LGBT que acolha pessoas expulsas de casa pelas suas famílias e que tenha parcerias com instituições que qualifiquem, empreguem, prestem cuidados de saúde, educação e assistência social

GB: Quais medidas você acredita serem necessárias para combater a LGBTfobia?

Mônica: Criar uma lei que estabeleça a obrigatoriedade da formação  dos servidores públicos estaduais em todos órgãos públicos sobre orientação e identidade de gênero, combatendo dessa forma a LGBTfobia.

GB: O que você pensa sobre o uso e políticas da PrEP?

Mônica: Penso que o ideal é as pessoas não precisarem recorrer à atividade de profissionais do sexo por falta de oportunidades, não só mulheres e homens trans, bem como mulheres e homens cisgêneros. Mas como a realidade não deixa muita escolha para grande parte dessas pessoas, por isso sou a favor dessa política que é uma medida de redução de danos e que evita o alastramento da infecção sexualmente transmissível de HIV.

GB: Como você avalia o governo de Bolsonaro? 

Mônica: Péssimo em absolutamente todos aspectos.

GB: Qual o papel e a importância da família na vida de uma pessoa LGBT?

Mônica: Infelizmente uma minoria de LGBTs tem a aceitação e compreensão por parte de seus pais e familiares. Como se já não bastasse a discriminação por parte da sociedade em geral, desde colegas de escola, do trabalho e até da comunidade religiosa da qual fazem parte. Mas apesar de toda rejeição social, a família tem um papel importante no acolhimento dessas pessoas em contraposição a todas barreiras que estas enfrentam. Ter no seio familiar o respeito e afeto incondicional contribui inestimavelmente para sua saúde mental e qualidade de vida.

Confira a lista de candidaturas LGBTQIA+ de 2022 neste link.

Lista de candidatos LGBTQ+ nas eleições 2022 | Deputados, Senadores, Governadores




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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)