Em repúdio a Crivella, Felipe Neto compra todos os livros LGBT+ da Bienal para distribuir de graça

"Me Chame Pelo Seu Nome", "Com Amor, Simon", "Boy Erased" estão entre os títulos que serão ofertados pelo youtuber Felipe Neto neste sábado

Após Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, dizer em seu Twitter na última quinta-feira que censuraria a HQ “Vingadores – A Cruzada das Crianças” (2016) na Bienal do Livro do Rio, a organização da feira afirmou que, nesta sexta-feira, após 39 minutos da abertura do evento, toda a tiragem da obra havia sido vendida. Horas depois, o estoque da obra na Amazon também se esgotou.

A história em quadrinhos, de autoria de Allan Heinberg e Jim Cheng, incomodou Crivella por trazer os personagens Wiccano e Hulkling se beijando.

felipe neto
Foto: reprodução/G1

Em repúdio a Crivella, o youtuber Felipe Neto anunciou, no final da tarde, que compraria 10.000 obras com temática LGBT+ para serem distribuídas gratuitamente este sábado no próprio evento. Em seguida, Felipe adquiriu mais 4.000 exemplares para “esgotar de vez o estoque de livros com temática LGBT na Bienal.”

Tweet de Felipe Neto
Tweet de Felipe Neto

A editora Companhia das Letras exibiu sua seção LGBT vazia com uma placa de agradecimento a Felipe Neto:

Tweet da Companhia das Letras
Tweet da Companhia das Letras

Entre as títulos que serão distribuídos estão “Me Chame Pelo Seu Nome”, “Com Amor, Simon”, “Boy Erased” e “O Garoto Quase Atropelado”, de Vinícius Grossos.

Família de Crivella usa carros pagos com dinheiro da prefeitura

Um dia antes de levantar a questão, uma reportagem d’O Globo divulgou uma denúncia da vereadora Teresa Bergher (PSDB). Os filhos, a nora e a mulher de Marcelo Crivella circulam pela cidade em carros alugados pelo município, dentro do contrato que atende o gabinete do prefeito. Leia mais neste link.

Vereadores já falam em novo pedido de impeachment de Crivella

Mais uma tentativa de afastamento do prefeito Marcelo Crivella (PRB) pode estar por vir. E, justamente, em ano eleitoral, para atrapalhar os planos de reeleição. Já há um grupo de vereadores que cogita a possibilidade de um novo pedido de impeachment. Pela Lei Orgânica da cidade, se Crivella fosse afastado no terceiro ano do mandato (como teria ocorrido este ano, caso o pedido tivesse sido aprovado), a nova eleição seria direta, ou seja, pela população. Mas, caso ocorra no último ano da gestão (em 2020), a escolha do chefe do Executivo é indireta. Ou seja, os parlamentares escolhem o sucessor. Leia mais neste link.