Marcando sua estreia oficial com trabalhos de estúdio, a Jup do Bairro entregou neste dia 11 de junho o EP “Corpo Sem Juízo“, com 5 músicas que contam com participações de outros artistas, como a Linn da Quebrada, Rico Dalasam, Mulambo e Deize Tigrona. Seu trabalho pode ser visto em diversas mídias digitais.

Já seu primeiro single é a faixa “Transgressão“, cujo clipe oficial teve a estreia hoje, às 20h. A frase mais repetida é “Me Deixa Voar”, que no vídeo é representada em diversos momentos por uma borboleta. Uma analogia para que as pessoas possam viver do jeito que elas são.

Além de “Transgressão”, há também as músicas “O que pode um corpo sem juízo?”; “Pelo amor de Deize” (Com Deize Tigrona);  “All You Need Is Love” (Com Rico Dalasam e Linn da Quebrada); “O Corre” e “Luta por Mim” (com Mulambo).

O EP de Corpo Sem Juízo procura abordar os dramas e o cotidiano das pessoas não-heterossexuais e também cuja identidade de gênero sai da normatividade.

Foto: Reprodução

“Sempre foi uma preocupação minha fazer um trabalho que não fosse para dentro, mas para as pessoas. E como forma de troca e cura. Acredito que consegui o resultado que eu esperava com essa faixa [O que pode um corpo sem juízo, que dá nome ao EP]” – disse em uma entrevista ao Huffpost Brasil.

Vale lembrar que o GAY BLOG BR entrevistou tanto a JUP quanto a Linn da Quebrada após elas ganharem o POC AWARDS 2019 pelo filme Bixa Travesty. Quando questionada sobre evolução na desconstrução de preconceitos e estereótipos nos últimos tempos, Jup diz ser “complicado” falar em evolução.

A gente não tem uma “invasão direta” de pessoas trans sendo entrevistadoras de programa. Somos exceções. Quando as pessoas trans receberem os mesmos valores de pessoas cis, tiverem a mesma demanda de contratações, aí sim poderemos considerar que estamos evoluindo. Se por um lado é legal ver o pioneirismo de pessoas trans, como aquelas que conseguem um doutorado com nome social; se é uma primeira pessoa trans na câmara das deputados ou na literatura, isso é um momento de orgulho, mas também de preocupação. Se a gente for parar pra pensar, os avanços são contraditórios.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".