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No quinto episódio do podcast Nos Encontramos Na Música, Sarah Oliveira conversa com duas artistas que utilizam a arte para promover uma mudança efetiva na sociedade, formando elos, comunidades, criando identificação e trazendo visibilidade para as pessoas negras e a população LGBTQIA+.

As convidadas do programa, intitulado “O Poder da Comunidade Plural”, são Bia Ferreira, cantora, instrumentista e compositora, artista que tem um trabalho guiado pela luta anti-racista e, através da música, mostra que a informação é a maior tecnologia de sobrevivência para pessoas pretas e LGBTQIA+, e Linn da Quebrada, cantora, atriz, roteirista, apresentadora e filosofa, que carrega em sua arte o ativismo social pelos direitos civis da população LGBTQIA+ e negra.

Na conversa, as artistas debatem com a comunicadora Sarah Oliveira a importância das redes de afeto, da reflexão, da empatia e do senso de pertencimento para tornar a comunidade um espaço de real evolução.

“Todas nós somos artistas porque criamos o mundo ao nosso redor. E, por isso, temos muita responsabilidade com o que está sendo construído. A música constrói pontes dentro de mim e faz com que eu possa me conectar comigo mesma. A música também constrói pontes para que eu possa me conectar com quem está ao meu redor. A música me fez perceber que eu não estou sozinha. A minha rede afeto se forma, principalmente, com as pessoas que eu fui me conectando através da arte. Eu passei a entender que, entre essas pessoas que trabalham comigo, eu posso construir uma rede afetiva, efetiva, material e econômica”, explica Linn da Quebrada.

Para Bia Ferreira, a arte, além de construir comunidade, também salva vidas: “O papel da música na minha vida é a emancipação. A realização do ativismo que eu acredito. Se hoje eu posso me alimentar, é por conta da música. Se eu durmo tranquila, é por conta da forma como eu apresento a minha arte. A música é representatividade e salva vidas”. A cantora ainda salienta que a construção de um futuro possível, mais igualitário e plural, passa pela arte que está sendo feita atualmente no Brasil. “Eu me enxergo como um ser social, que pensa e propõe a transformação através de arte. A informação é o que liberta as pessoas. É a informação, o conhecimento e a história que vai fazer com que a gente não repita os mesmos erros que nos trouxeram até aqui”, conclui.

O programa recebe, nas cinco conversas que compõem a temporada, artistas e personalidades fundamentais para a construção e o legado da música e da cultura brasileira, como Gilberto Gil, Emicida, Rico Dalasam, Juçara Marçal, Ailton Krenak, Elza Soares, Dona Onete, entre outros.

“Nós acreditamos nos encontros – musicais e de ideias – como ferramenta para a transformação. Para nós, a cultura é fundamental para construir um mundo mais bonito, pois tem o poder de promover a pluralidade, inclusão e a sustentabilidade ao ser uma potente ferramenta de engajamento e mobilização de público” afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding. “Com o podcast Nos Encontramos Na Música, vimos a oportunidade de registrar e disponibilizar algumas conversas e reflexões, para um público mais amplo, em temas urgentes e potentes”, finaliza.

SERVIÇO

Apresentação: Sarah Oliveira
Convidadas: Bia Ferreira e Linn da Quebrada
Onde: Plataforma de Streaming
Data de estreia: quinta-feira, 25 de março
Novos episódios quinzenalmente, sempre às quintas-feiras

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".