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Nas últimas semanas, o cantor português Carluz Belo lançou a canção “Passos No Escuro”. Esse é o seu primeiro trabalho que o músico aborda questões LGBTQIA+. A obra também veio acompanhada de um videoclipe que, segundo Carluz, é um “tributo à vítimas de crimes de homofobia, cujas histórias de amor ficaram por viver”.

“Passos No Escuro” é o último single do álbum “Menino da Praia”, lançado em 2020. Para o cantor, a nova música “tem a ver com caminharmos sem rede, seguirmos os nossos instintos, paixões e desejos, mesmo sem sabermos como será o dia de amanhã ou qual a reação dos outros”. Carluz ainda acrescenta: “É preciso coragem para ser-se músico, viver-se da arte. Da mesma forma, é preciso coragem sempre que dois rapazes dão a mão ou se beijam nas ruas da sua vila ou cidade”.

(Foto; Divulgação)

Sobre o videoclipe, a intenção do músico é prestar uma homenagem às diversas vítimas de homofobia, que foram impedidas de viver suas histórias de amor. “É preciso cuidar destas feridas no nosso imaginário coletivo. Produzir este vídeo foi a melhor forma de dar corpo e visibilidade a uma dessas possíveis histórias, retratando o surgimento do afeto romântico entre dois rapazes“, pontuou.

Segundo o cantor, ainda que, nas últimas décadas, Portugal tenha avançado politicamente em relação à comunidade, há muito o que progredir. “Ainda assim, a homofobia continua a assumir velhas formas, como por exemplo o bullying nas escolas. Penso que a educação continua a ser a chave para erradicarmos de vez o preconceito nas gerações vindouras”, explica.

“Portugal e a maior parte dos países da União Europeia estão no caminho certo. Há que continuar a celebrar o que já foi conquistado, mas devemos manter um olhar atento aos possíveis retrocessos civilizacionais, que teimam em ficar a espreita, mesmo cá na Europa. No resto do mundo existem ainda muitas leis punitivas para gays, lésbicas e transexuais. É preciso fazer pressão internacional para erradicar essas leis em países extremistas e sobretudo fomentar a mudança de mentalidades em todo o lado. Podemos sempre melhorar um bocadinho o que se passa a nossa rua, dando a nossa opinião, não nos abstendo em situações de preconceito e discriminação… Não só quando se trata de homofobia, mas também de racismo, machismo e todas as formas de violência física e emocional”, finaliza.

 

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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)