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O sonoro nome Batekoo nada mais é que um trocadilho, que significa literalmente ‘bater o c* no chão’. Mas a festa que começou em Salvador, na Bahia, em 2014, vai muito além disso. É acima de tudo uma festa feita por negros e para negros, como descreveu o DJ e produtor Maurício Sacramento, um dos criadores da Batekoo que logo bombou pelo país.

na balada
Festa Batekoo Reprodução

Resistência e diversidade fazem parte da festa para jovens negros LGBT das periferias do país. O sucesso fez com que no ano seguinte, a Batekoo ganhasse uma vertente em São Paulo e logo depois para as principais cidades do país como o Rio de Janeiro, berço do funk, um dos estilos musicais que tocam na festa. A ideia é criar espaços negros para negros, principalmente da comunidade LGBT, mas não somente, mas livre de LGBTfobia e racismo.

no fervo
Festa Batekoo Reprodução

A popularidade da Batekoo, deu origem a um trio elétrico há poucos anos no carnaval de São Paulo, que chegou a reunir 40 mil pessoas na ocasião. Em se trantando de referências, alguns artistas serviram de ícones para a festa como: Mc Carol, Rico Dalasam e Karol Conka, muito em função de suas imagens, linguagens e estilos, além da mensagem feminista e motivadora transmitida através das canções deles. E por falar em música, o ritmo que toca é variado, indo do hip hop ao funk, isso pode mudar bastante se for no Rio ou em São Paulo.

carnaval em sp
Festa Batekoo Reprodução

As mulheres são presença massiva, dançando pra valer, batendo o “koo” no chão, sem temer julgamentos e muito menos assédios. Enquanto que os gays também requebram até o chão, podendo expressar sua feminilidade em sua plenitude, sem o receio de ouvir comentários pejorativos. Na Batekoo, as pessoas são o que elas querem ser, tanto que o cabelo afro impera, de todos os tipos, tranças (coloridas), black power, raspado oxigenado, estilo “caixa” (muito usado pelo ator/rapper Will Smith e Grace Jones), isso sem contar os acessórios criativos em tamanho GG como óculos, pulseiras, brincos e muito bate cabelo.

fervendo na pista
Festa Batekoo Reprodução

Em 2019, a festa Batekoo ganhou um documentário para celebrar o seu sucesso, que é visto também como um movimento social, periférico e LGBTQIA+, que contou com depoimentos de artistas como Mc Soffia e da própria Karol Conka. Para quem não foi ainda, o documentário dá uma boa noção desse clima libertário, onde as pessoas podem dançar como quiser, se vestir como quiser e agir como quiser. Na festa Batekoo o que importa é ser feliz.

estilosa
Festa Batekoo Reprodução
fervendo
Festa Batekoo Reprodução




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