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As obras dos artista plástico Bento Ben Leite, que foram centro da polêmica exposição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”, em 2017, foram transformadas em NFTs e “mintadas” na plataforma Opensea e serão listadas para venda no mercado global de CryptoArt. Ele se torna um dos primeiros artistas plásticos trans nacionais a ingressar nesse ramo.

Obra Deusa das águas travesti da lambada (Imagem: Reprodução)

Essa não é a primeira vez que Bento tenta entrar para o universo digital. “Acredito que a CryptoArt entre com esse intuito no plano de artistas, como conseguir ganhar algum dinheiro com o que produzimos materialmente e poder ter uma circulação melhor das obras”, diz ele, considerado um dos artistas mais proeminentes e provocativos de sua geração.

Bento, que já expôs em renomadas galerias e exposições do Brasil, é bacharel em Belas Artes pela Universidade de Brasília. Seus estudos se concentram em pintura, gravura e desenho e aborda temas como violência, conflito, cotidiano, amor, gênero, sexualidade e a força da comunidade TLGBQI+.

Na exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”, apresentada no Santander Cultural em Porto Alegre (RS), em setembro de 2017, o trabalho do artista reacendeu o debate sobre questões de gênero e diversidade sexual. As polêmicas em torno das obras de Bento geraram protestos de partidos políticos conservadores. Entretanto, ele recebeu o apoio de comunidades artísticas e queer, defensoras dos direitos humanos e da liberdade de expressão.

Bento Ben Leite (Foto: Reprodução)

O que são NFTs?

O NFT é a sigla para o termo “Non Fungible Token” (ou “token não fungível” em português). Estes, são tokens, ou seja, códigos numéricos  que representam a certificação da origem e da posse de um determinado objeto.

Eles funcionam como itens colecionáveis, que não podem ser reproduzidos, mas sim transferidos. Diferente das criptomoedas, como o Bitcoin, e vários tokens utilitários, eles não são mutuamente intercambiáveis. 

Obra Adriano Bafônica e Luiz França She-Ra (Imagem: Reprodução)

Os NFTs podem realmente ser qualquer coisa digital, mas a maioria do mercado gira em torno da arte digital. Esses podem representar virtualmente qualquer tipo de item, como trabalhos artísticos; itens virtuais dentro de videogames, como skins, moedas digitais,  avatares; músicas; cards digitais; ativos do mundo real tokenizados, como imóveis e carros; terrenos virtuais; e vídeos de momentos marcantes.

Essa digitalização de arte conquistou diversos adeptos e o mercado de NFT explodiu nos últimos anos com mais de US$400 milhões movimentados apenas nos primeiros meses de 2021. 




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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)