‘Vaquinha’ virtual atinge meta para levar mostra Queermuseu ao Parque Lage, no Rio

Após negociação frustada de levar a mostra Queermuseu ao Museu de Arte do Rio (MAR), a Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage lançou uma campanha para levar para o Rio de Janeiro. O objetivo era arrecadar R$ 690 mil até a meia-noite do dia 29 de março.

Atualmente a arrecadação ultrapassou o valor necessário e está em R$ 823.437,00. Além de garantir Queermuseu no Rio e a adaptação museológica do Parque Lage, o valor extra vai também aprimorar um debate ampliando o programa educativo que acompanhará a exposição.

PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO

A mostra, que exibia obras de artistas brasileiros como Candido Portinari, Alberto Guignard, Lygia Clark e Adriana Varejão, foi cancelada no Santander Cultural, em Porto Alegre por ser considerada imoral por movimentos conservadores e acusada de fazer apologia à pedofilia, zoofilia e ofendiam símbolos religiosos – o que não se verificou na realidade, segundo o Ministério Público.

“As obras que trouxeram maior revolta em postagens nas redes sociais não têm nenhuma apologia ou incentivo à pedofilia”, escreveu o procurador regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), Enrico Rodrigues de Freitas.

Como medida informativa, ficou estabelecido que o Santander Cultural deverá comunicar ao público sobre eventuais representações de nudez, violência ou sexo nas obras que serão expostas, assegurando, assim, a mais plena proteção à infância e à juventude. Caso o acordo não seja cumprido, o Santander Cultural pagará multa de R$ 800 mil.

Também, como medida corretiva, o Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul (MPF/RS) celebrou um termo de compromisso com o grupo Santander Cultural para a realização de duas novas exposições sobre diversidade.

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Duas metas para reabrir a exposição foram atingidas com sucesso.