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A peça teatral Chroma Key estreia temporada na próxima sexta-feira, dia 28 de janeiro, no Sesc Avenida Paulista. Com direção de Eliana Monteiro e dramaturgia de Angela Ribeiro, em cena os atores Rafael De Bona e Ricardo Henrique vivem um homem cindido em um circuito incansável em torno de si, que articula questões, em isolamento, sobre pilares sociais, trabalho, dinheiro, família e o modo como atua no mundo.

Chroma Key Foto
Chroma Key – Foto: Mayra Azzi

O enredo permeia a trajetória de um homem com um reservatório cheio de violência e opressão. Ao revisitar determinados pontos da sua vida, vão surgindo em sua estrutura fissuras, trincas, rachaduras até se deparar com a ruína. Nesse mergulho, ele tateia sua ideia de masculinidade ou ao menos olha para o lado de fora. “No processo, nós questionamos e problematizamos essa identidade masculina, nos aproximando de seus medos, fragilidades, incapacidades e violência”, conta Angela Ribeiro.

O espetáculo une algumas questões que lançam o personagem em sua trajetória: a estrutura patriarcal nociva à masculinidade, a experiência de solidão profunda vivenciada nos últimos dois anos com o isolamento social e o objeto de estudo durante o processo de criação, especificamente: a depressão como sintoma social.

Chroma Key - Foto: MayraAzzi
Chroma Key – Foto: MayraAzzi

Resultado de uma pesquisa iniciada em 2018, a espetáculo é fruto de um processo colaborativo e conta com a participação de Rafael Bicudo na cenografia e assistência de direção; Bruna Menezes no dramaturgismo; Guilherme Bonfanti no desenho de luz, Bianca Turner com a concepção de vídeo projeção, Érico Theobaldo na direção musical; Marichilene Artisevskis no figurino e Fabricio Licursi com direção de movimento.

Chroma Key - Foto: MayraAzzi
Chroma Key – Foto: MayraAzzi

Pesquisa

Dois livros foram essenciais para guiar os primeiros passos dos estudos e orientar os experimentos cênicos para a criação de uma dramaturgia em processo: “O Demônio do Meio-Dia – Uma Anatomia da Depressão”, de Andrew Solomon, e “Sociedade do Cansaço”, de Byung Chul-Han.

Combinadas a essa abordagem, em 2019, a convite do Sesc Avenida Paulista, o projeto deu um passo a mais ao participar do Processos Abertos, ação destinada à aproximação do público com os trabalhos de pesquisa e criação na área teatral, por meio da realização de oficinas de direção, atuação, dramaturgia e vídeo. Parte da residência, o projeto também trouxe olhares de profissionais como Maria Rita Kehl e Peter Pál Pelbart para rodas de conversa. “Toda essa vivência contribuiu para o trabalho, trouxe um avanço na pesquisa e gerou novas questões para o desenvolvimento do espetáculo”, revela Eliana Monteiro.

Em meio ao processo de finalização da dramaturgia, a pandemia revelou novos elementos em relação ao tema, com os impactos e as consequências do isolamento social. “A experiência da solidão profunda elevou a altos níveis a depressão como sintoma social. Assim, foi incontornável a necessidade de dialogar com essa circunstância que nos atravessa diariamente, mais forte do que nunca”, finaliza a dramaturga Angela Ribeiro.

Chroma Key - Foto: MayraAzzi
Chroma Key – Foto: MayraAzzi

Serviço

Teatro | Chroma Key

Quando: De 28 de janeiro a 27 de fevereiro de 2022. Quinta a sábado, às 21h; domingo, às 18h. * Dia 17 de fevereiro, quinta-feira, a sessão será acessível, com serviço de audiodescrição. ** Dia 23 de fevereiro, quarta-feira, haverá uma sessão especial, às 21h.
Local: Arte II (13° andar).
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes; meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). Limite de compra de até dois ingressos por pessoa – Vendas a partir de 19 de janeiro, às 14h no portal do Sesc São Paulo e às 17h nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo.
Classificação etária: 16 anos.
Duração: 90 minutos.

Ficha técnica

Concepção Direção Artística: Eliana Monteiro
Elenco: Rafael De Bona e Ricardo Henrique
Dramaturgia: Angela Ribeiro
Dramaturgismo: Bruna Menezes
Desenho de Luz: Guilherme Bonfanti
Trilha Sonora: Érico Theobaldo
Cenografia: Rafael Bicudo
Assistente de Direção: Rafael Bicudo
Concepção de Vídeo Projeção: Bianca Turner
Figurino: Marichilene Artisevskis
Envelhecista: Foquinha Cris
Direção de Movimento: Fabricio Licursi
Orientação de atuação: Luciana Canton
Assistente de Iluminação: Giorgia Tolaini e Mauricio Matos
Engenheiro de som: Tomé de Souza
Operação de vídeo: Vic Von Poser e Bianca Turner
Operação de sonoplastia: Igor Souza
Operação de Iluminação: Maurício Matos
Técnica de palco: Giorgia Tolaini
Cenotécnico: Wanderley Wagner
Estagiária de Direção: Luciana Fontes
Designer Gráfico: Fábia Karklin
Direção de Produção: Leonardo Monteiro
Produção Executiva: Isabel Barroso
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto
Gestão de mídias sociais: Revoada Assessoria
Idealização: Ricardo Henrique e Rafael de Bona 

Minibiografias

Eliana Monteiro, mestranda em artes cênicas na ECA – USP. É formada em artes cênicas pela Universidade São Judas, em interpretação pela Escola Superior de Teatro Célia Helena, e em direção pela Escola Livre de Santo André. Diretora no grupo Teatro da Vertigem. Coordenou o núcleo de encenação do Programa Vocacional da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. É formadora convidada do curso de Direção Teatral da SP Escola de Teatro. Integrou a 26ª Comissão julgadora de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo, curadoras da Mostra de Teatro do Maranhão. Dirigiu a peça Enquanto Ela Dormia. Curadora das atividades pedagógicas da MITsp – 2018/2019. Curadora das atividades pedagógicas do FIT – 2019. Participou como artista convidada no III Seminário Internacional de Artes Escénicas: El cuerpo y el espacio (PUC-Peru).

Angela Ribeiro, atriz, dramaturga e também publicitária, conquistou diversos prêmios como redatora. É uma das fundadoras da Companhia Bruta de Arte. Atua em diversos projetos adultos e infantis. Escreveu e dirigiu as peças “Boletim”, “Poderia Ter Sido” e “O lá É Aqui”. Por “Refluxo” recebeu o Prêmio Shell de teatro/2018. Fez algumas séries como atriz, entre elas Pico da Neblina, Carcereiros e PSI. Atriz formada pela Escola de Arte Dramática da USP e pelo CPT, Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho. Dramaturga formada pelo SESI British Council, onde atualmente trabalha como assistente de Silvia Gomez dando aulas no Núcleo de Dramaturgia.

Rafael De Bona é ator, formado pela Escola de Arte Dramática (EAD/ECA/USP). Atuou nos espetáculos teatrais “O Filho” (Teatro da Vertigem, direção de Eliana Monteiro), “O Leão no Inverno” (direção de Ulysses Cruz), “A Toca do Coelho” (direção de Dan Stulbach), “Livro de Ouro” e “Krokchips” (ambos com direção de Geraldo Rodrigues), dentre outros. É idealizador do espetáculo “Chroma Key” em parceria com o ator Ricardo Henrique.

Ricardo Henrique, ator formado na EAD – Escola de Arte Dramática. É co-fundador da DeSúbito Cia. onde também atua como diretor e produtor, destacando a direção dos espetáculos “Casa e Nuvem Branca” (2015), “Coisas que você pode dizer em voz alta” (2019) e a atuação no solo “Você só precisa saber da piscina” (2017). É idealizador do espetáculo “Chroma Key” em parceria com o ator Rafael de Bona.




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