GAY BLOG BR by SCRUFF

O grupo norte-americano Village People ficou conhecido mundialmente durante a década de 1970, considerada a “época de ouro” da disco music. Criado em 1977 por dois produtores musicais (os franceses Jacques Morali e Henri Belolo), o nome da banda foi inspirado em um reduto gay de Nova York chamado Greenwich Village, em Manhattan.

Cada integrante representava um estereótipo comunidade americana: Felipe Rose (índio americano), Randy Jones (cowboy), David Hodo (operário), Glenn Hughes (motociclista), Alexander Briley (soldado) e o vocalista principal Victor Willis (policial).

foto
Village People – bReprodução

O single “San Francisco” deu sucesso à banda no Reino Unido em 1977, mas foi no ano seguinte que veio a consagração nos Estados Unidos com “Macho Man”, “In The Navy” e “YMCA”, todas pertencentes ao primeiro álbum da banda. A faixa “Go West” também fez sucesso e chegou a ganhar uma regravação com o grupo pop Pet Shop Boys. As canções, muitas vezes, traziam duplo sentido com a cultura da comunidade LGBT+.

Em 1980, o Village People estreou o filme “Can’t Stop the Music”, que foi um retumbante fracasso nas bilheterias, levando o troféu Framboesa como “pior filme do ano”.

Village People - Os reis da discoteca que fizeram uma geração inteira dançar
Village People – Crédito: reprodução

Alguns integrantes resolveram deixar o grupo no começo da década de 1980, quando já não mais havia o grande sucesso. Estes eram substituídos por outros cantores, mas houve tantas formações que, no fim, depois de 16 cantores diferentes terem passado pelo Village People, em 1985, decidiram encerrar o projeto com um álbum de estúdio: Sex Over The Phone.

foto
Nova formação Village People – Reprodução

No início dos anos de 1990, alguns ex-integrantes resolveram se reunir para uma apresentação ao vivo e posteriormente, em 1991, foi lançado um clipe especial de Natal.

Eles também vieram várias vezes ao Brasil, incluindo com a formação original em 1978, e depois com as outras, sendo que em uma das ocasiões eles foram entrevistados pelo jornalista Otávio Mesquita, que na época apresentava o programa “Perfil”, exibido nas madrugadas do SBT. No Rio de Janeiro, visitaram o Corcovado e em São Paulo os bares da rua da Consolação. Não faltou caipirinha!

Village People - Os reis da discoteca que fizeram uma geração inteira dançar
Glenn Hughes – crédito: reprodução

Em 2001, Glenn Hughes faleceu vítima de câncer no pulmão, sendo velado com seu famoso figurino de motociclista. Um dos criadores do grupo, Felipe Rose, seguiu carreira solo – e continua na ativa até hoje.

O cowboy Randy Jones se casou com Will Grega em maio de 2004 em uma boate de Nova York, após 20 anos de namoro. Embora o casamento não fosse legalmente reconhecido em NYC na época, Jones ressaltou: “É apenas uma questão de tempo antes que os tribunais decidam em favor do que é moralmente certo e humanamente decente”.

Em 2008, em sua 15ª turnê no Brasil, David Hodo disse que o primeiro show fora dos EUA foi no Brasil, em Porto Alegre: “O carimbo do meu passaporte é de 4 de outubro de 1978”. Durante esta passagem, em entrevista à Mônica Bérgamo, o californiano mostrou foto de suas duas filhas, ao que a jornalista perguntou: “Mas os integrantes da banda não são gays?”. “Falo por mim e sou heterossexual”, respondeu Hodo. Bergamo continuou: “Dizem vocês são a maior banda gay do mundo…”. “Realmente, temos muitos fãs gays e ficamos felizes por representá-los. Mas também representamos negros e latinos, temos essas pessoas no grupo”, finalizou David. A produtora da banda acrescentou: “O caubói mora com um homem há anos; o policial tem mulher e filhos; o militar é gay. E o operário tem dois gatos e mora em um apartamento em NY”.

Em 2017, Willis e Henri Belolo, coproprietário do grupo, chegaram a um acordo extrajudicial e Willis retomou seu papel como vocalista para fazer uma turnê internacional. Em 2018, ele anunciou nas mídias sociais novos projetos para o Village People, incluindo um novo álbum de estúdio, um videoclipe inédito de Natal e um relançamento de um dos shows do grupo feito em 1979, originalmente lançado como a parte “ao vivo” do álbum Live & Sleazy.

Em março de 2020, a US Library of Congress descreveu a faixa “Y.M.C.A” como um “fenômeno americano” e acrescentou a canção ao National Recording Registry, que preserva áudios considerados “culturalmente, historicamente ou esteticamente significante”.

Em junho de 2020, o líder do Village People, Victor Willis, escreveu um post no Facebook pedindo que o presidente norte-americano Donald Trump, parasse de usar as músicas do grupo em comícios, especialmente as faixas “Y.M.C.A” e “Macho Man”. Willis já tinha se manifestado anteriormente, porém dizendo não se importar com as músicas sendo tocadas porque não estava sendo “usada para um endosso específico”, mas acabou mudando de ideia após as polêmicas envolvendo George Floyd, o negro que foi morto por um policial branco.

Em setembro, Willis também disse que processaria meios de comunicação que sugerissem falsamente que ‘Y.M.C.A.’ sugeria o ato de sexo ilícito. “Eu escrevi sobre sair em bairros urbanos na minha juventude…. não foi escrita para ser uma música gay pelo simples fato de eu não ser gay”.

Já em novembro de 2020, a vitória de Joe Biden na presidência dos Estados Unidos foi celebrada ao som de “Y.M.C.A”.

foto
Randy Jones – crédito: reprodução

Junte-se à nossa comunidade

Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.