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Ex-aluno da Universidade Federal de Juíz de Fora (UFJF), Lindemberg Theodoro passou hoje pela reitoria e se deparou com a campanha #SomosTodasLesbicas. Segundo ele, não é a primeira vez que a #UFJF faz esse tipo de conscientização e até já fez recepção de calouros com drags

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Foto: Lindemberg Theodoro

Segundo o release da Universidade, a vida das lésbicas é, como a de todas as pessoas, marcada pelo afeto, pelo trabalho, pelo amor, pela busca do conhecimento, pelo desejo, pela felicidade e também pela dor. Apesar de tudo que iguala as lésbicas a todas as pessoas, ainda sofrem violências das mais diversas, em razão do ódio que, por vezes, se tem pelo seu modo de desejar e amar, tão legítimo quanto o modo de desejar e amar das mulheres e homens heterossexuais. Do apagamento dos seus nomes, da rejeição por suas companhias, até ataques verbais e físicos, as lésbicas têm uma vida crivada por uma específica forma de violência contra a mulher: a lesbofobia (toda forma de violência contra as mulheres lésbicas).

Com a absoluta certeza de seu papel de democratização na sociedade, dentro e fora da Universidade, a UFJF realiza esta Campanha de Visibilidade Lésbica e, com isso, conta orgulhosamente para toda a Comunidade que o mês que conhecemos como aquele no qual voltam das férias é importante por outros motivos. Esse é o mesmo mês que reúne o Dia do Orgulho Lésbico, no dia 19 de agosto, e o Dia da Visibilidade Lésbica, no 29 de agosto. Essas datas são para lembrar o respeito e valorização que temos de ter, em todos os dias do ano, com esse grupo de mulheres tão numeroso e diversificado, por um lado, mas, por outro lado, ainda tão invisível e violentado. Por essa razão, os dias 19 e 29 de agosto lembram importantes momentos do movimento de fortalecimento das mulheres lésbicas no Brasil. Houve a manifestação em 19 de agosto de 1983, em São Paulo, sob a liderança de Rosely Roth, e, em 29 de agosto de 1996, no Rio de Janeiro, a realização do Primeiro Seminário Nacional de Lésbicas (Senale).

A UFJF é constituída pelo trabalho diário de inúmeras mulheres lésbicas, que são docentes, técnico-administrativas em educação, trabalhadoras terceirizadas e estudantes de pós e de graduação. Entretanto, infelizmente, ainda sofrem com a discriminação, por serem mulheres e por serem parte da população LGBT. Com a Campanha de Visibilidade Lésbica, a UFJF reconhece que as lésbicas são parte de nossa excelência, mas também reconhece que o preconceito ainda é um obstáculo para atingirmos a qualidade de ensino, pesquisa e extensão que almejamos.

Assim, com a Campanha de Visibilidade Lésbica, a UFJF se orgulha das lésbicas que a constroem diariamente, com seu trabalho, seu estudo e suas variadas formas de viver em sociedade. A UFJF se compromete a combater toda forma de preconceito e discriminação. Provavelmente esta é a primeira campanha com essa abordagem no Brasil. A ação, de caráter educativo e comunicativo, faz a Universidade assumir o seu papel de educadora que quer diariamente formar pessoas que atuem como cidadãs em prol de uma sociedade igualitária e democrática. Dessa forma, mais uma vez, reafirmam que nenhum tipo de preconceito será admitido na UFJF. Ao apresentar o respeito e o aplauso a todas as mulheres lésbicas, conclamamo todas e todos a fazer o mesmo.

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SOBRE A UFJF

A Universidade Federal de Juiz de Fora foi criada em 23 de dezembro de 1960, por ato do então presidente Juscelino Kubitschek. A Cidade Universitária foi construída no ano de 1969, local onde permanece até os dias atuais. Segunda universidade federal do interior do país a ser criada – atrás apenas da de Santa Maria (RS) – a instituição se formou a partir da agregação de estabelecimentos de Ensino Superior de Juiz de Fora, reconhecidos e federalizados.

Medicina, Engenharia, Ciências Econômicas, Direito, Farmácia e Odontologia foram os primeiros cursos. Em seguida, foram vinculados Geografia, Letras, Filosofia, Ciências Biológicas, Ciências Sociais e História. Cursos oferecidos nas modalidades de licenciatura foram distribuídos entre as diversas unidades do campus.

O curso de Jornalismo foi criado e veio a se constituir em um dos Departamentos da Faculdade de Direito. Na década de 70, com a Reforma Universitária, a UFJF passou a contar com três institutos básicos: Instituto de Ciências Exatas (ICE), Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL). Em 1999, uma nova unidade foi criada: o Centro de Ciências da Saúde, onde passaram a funcionar os cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Medicina. Em 2006, foram criados o Instituto de Artes e Design (IAD) e a Faculdade de Letras (Fale).

http://www.ufjf.br/ufjf/

 

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