O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, que ocorre em 28 de junho, é marcado por uma importante iniciativa legal no Brasil. O Senado está analisando uma proposta de atualização do Código Civil que visa incorporar a união homoafetiva como um direito legalmente reconhecido, garantindo maior segurança jurídica para a comunidade. Esta atualização é um reflexo da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que já reconhece a união entre pessoas do mesmo sexo como constitucional.
A professora de Direito de Família no Centro Universitário de Brasília (CEUB) e especialista em Direito de Família e Sucessões, Luciana Musse, destaca que a mudança não só fortalece os direitos dos casais homoafetivos como também pode promover uma mudança positiva na percepção geral sobre a população LGBTQIA+.

O que isso afeta
De acordo com a proposta, a atualização do Código Civil abrangerá ajustes em várias áreas legais, incluindo direitos sucessórios e contratuais. Musse explica que o reconhecimento formal das uniões homoafetivas afetará diretamente instituições como a obrigação alimentar e as regras de herança e testamento. “Assim entendido como o valor a ser pago ao ‘cônjuge ou convivente cuja dissolução do casamento ou da união estável produza um desequilíbrio econômico que importe em uma queda brusca do padrão de vida’“, diz a professora.
A Resolução 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já havia dado passos significativos para garantir o reconhecimento das uniões homoafetivas, proibindo a recusa de celebração de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Resistência
No entanto, a professora Musse ressalta que a aprovação da atualização enfrenta desafios. A resistência no Senado pode ser intensificada por campanhas de desinformação e a sensibilidade do tema entre o público e os legisladores. “Como o campo da política é muito sensível à opinião pública, pode haver maior resistência à aprovação desses dispositivos legais voltados à proteção das famílias homoafetivas“, pondera.
Além das mudanças legais, a atualização proposta do Código Civil tem o potencial de impactar profundamente a percepção cultural das uniões homoafetivas no Brasil. As mudanças legais podem catalisar uma transformação mais ampla na forma como a sociedade enxerga e trata as pessoas LGBTQIA+, promovendo a igualdade e o respeito. “Nesse contexto, as mudanças aprovadas em relação ao casamento e à união homoafetiva irão moldar o comportamento da população e das autoridades, impulsionando, ampliando e até acelerando modificações culturais“, finaliza a professora.
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