A boate Eagle, casa noturna destinada aos “ursos” localizada na rua Augusta, está contornando a crise do coronavírus com a venda de hambúrgueres artesanais e um minimercado. A ideia o ambiente de “balada” se torne uma espécie de “dark kitchen”, e o público pode pedir os sanduíches através do iFood com preços que variam de R$ 19,90 a R$ 31,90.

Os sócios Rudson Rezende e Tony Carlão tiveram essa ideia assim que o isolamento social se iniciou, mas houve uma demora para a prefeitura aprovar um alvará, que só foi liberado na primeira quinzena de junho.

“Desde março fizemos as modificações na casa. A demora foi porque o governo não agilizou o trâmite”, diz Rezende à Pequenas Empresas e Grandes Negócios.

Foto: Reprodução

Além dos hambúrgueres artesanais via Delivery, a boate Eagle também está vendendo itens comuns de mercado como arroz e feijão. Rezende já trabalhou como chapeiro em redes de fast-foods, sendo uma das razões pela qual o negócio foi transformado.

“Meus amigos que são chefs me ajudaram a montar o cardápio, e os clientes que já nos conheciam estão elogiando bastante. Devemos continuar no futuro tanto para quem vier à casa, como para venda externa”, conta.

A mudança estratégica se fez necessária para arcar com os custos da casa, já que os três meses de fechamento rendeu prejuízos “na casa” dos R$ 300 mil. Além disso, o crédito anunciado pelo governo do estado também demorou e, com isso, eles tiveram que desligar diversos colaboradores e parceiros.

“De funcionários diretos, tínhamos oito, além de quatorze DJs e dois designers colaboradores, fora os divulgadores” – explica Carlão.

Os empreendedores também anunciaram a novidade em grupos de divulgação das festas da Eagle nas redes sociais. Segundo eles, essa não é a forma mais adequada para fazê-lo, mas é o que eles têm para o momento.

“Estamos procurando novos parceiros para as entregas e, nesse momento, até anunciamos 15% de desconto para as pessoas que vão buscar lá. Tem bastante frequentador da Eagle que mora na região”.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".