A linguagem “pajubá” tem origem africana e era utilizada aqui no Brasil para designar um dialeto de linguagem popular que mesclava diversas línguas do seu continente de origem.

Ao longo do tempo, o pajubá começou a ser falado como um código entre as travestis e, eventualmente, pela comunidade LGBT durante o período da ditadura militar como meio de enfrentar a repressão policial e despistar a presença de pessoas indesejadas.

Atualmente, termos do pajubá se tornaram de uso comum na comunidade LGBT+. Com o tempo, novas gírias foram surgiram também para integrar esse dialeto que esteve presente até em uma questão do ENEM 2018.

pajubá
Pajubá esteve no ENEM 2018

Acuér: dinheiro;

Alibã: Polícia

Amapô: sinônimo de mulher;

Acuendar: olhar, mas também pode ser usado como “fazer sexo” ou esconder o pênis para não fazer volume na calça;

Barbie: Homem homossexual malhado;

Bee (Bi): Forma de um gay chamar outro gay;

Berro: Reação para algo engraçado;

Bill: Gay, homossexual masculino;

Bilu: Homossexual metido a rico;

Bofe: Homem bonito;

Bolacha: lésbica;

Biscoito / Biscoitar: O termo surgiu na internet como uma brincadeira para as pessoas que querem chamar a atenção de alguma forma, sendo uma nova versão do que antigamente era chamado de “querer confete”. Com os celulares, a quantidade de selfies é enorme, sendo um dos tipos de fotos mais compartilhadas no Instagram;

Elza: Roubar;

Embuste: Originalmente era designada para as pessoas feias, mas hoje em dia é mais para aqueles que são antipáticos, ignorantes e com poucos amigos. Sabe aquele seu desafeto? É isso que chamamos de embuste;

Mala: Sinônimo de pênis;

Mati: pequeno, geralmente usado para adjetivar pênis;

Mona: Geralmente utilizado para os gays mais afeminados, mas também pode se referir para as mulheres;

Neca: Sinônimo de pênis;

Picumã: Cabelo;

Picumã do equê: Peruca;

Pintosa: Homem homossexual bem feminino;

Ocó: Homem;

Odara: grande, geralmente usado para adjetivar pênis;

Racha: órgão genital feminino;

Shippo: Torcer para que duas pessoas fiquem juntas;

Suzie: Homem homossexual malhado, afeminado e já com mais de 40;

Tia: referência aos gays mais velhos;

Uó: Sinônimo de “ruim” em sua forma adjetiva. “Aquele filme foi uó”, “não gostei daquele show, foi uó”;

Vitaminado: Homem bonito.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".