Um homem heterossexual com 32 anos de idade, que decidiu não revelar seu nome, escreveu ao jornal Chicago Tribute (via Queerty) dizendo que o isolamento social junto do coronavírus está deixando-o com desejos homossexuais.

“Sou um cara de 32 anos que só teve dois relacionamentos com garotas. Ao longo da vida sempre me atraí por garotas (amor a primeira vista no ensino médio, affairs, etc)” – disse – “Durante a crise do coronavírus, comecei a sentir atração pelos meninos (mesmo quando me masturbo) e isso me pegou de surpresa!”

Apesar de atribuir seus desejos homossexuais ao isolamento social, ele também disse que, na juventude, ele tinha notado alguns sinais de que gostava de homens também.

Foto: Reprodução

“Então, me pergunto se sou gay! Desde que surgiu o coronavírus, nunca mais achei uma garota atraente o suficiente com a mesma facilidade. Será algo temporário? Ou será que sou bissexual? Isso é algo que realmente não quero enfrentar”.

Ele disse também que não gostaria de ser gay, especialmente porque sempre se imaginou casando com uma mulher e tendo filhos.

Já a colunista Anna Pulley respondeu que não há nenhum problema com ele e que seus questionamentos são comuns na época de pandemia, e o orienta a ser uma pessoa mente-aberta.

“Agora estamos em grande parte presos dentro de nossas casas, e temos espaço para estar com nós mesmos por um longo período de tempo. Essa abertura nos leva a reflexões e lugares que antes simplesmente não tínhamos tempo de acessar devido a pressa do cotidiano, ignorando-as”.

Ela dá o exemplo de um amigo que se descobriu trans, enquanto outro rompeu um a relação com seu parceiro depois de anos juntos. Por fim, ela encoraja o jovem a se encontrar com meninos e ver como ele se sente.

“Posso te dizer que você estará bem, não importa o que aconteça, não importa qual é a sua sexualidade ou o que o futuro te aguarda (…) você não precisa se rotular.” 

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".