O cantor Markinhos Moura, conhecido principalmente pelo hit “Meu Mel”, concedeu uma entrevista ao canal “Lisa, Leve e Solta” e decidiu expressar sua orientação sexual, apesar de dizer que “nunca viveu no armário”.

“Não é problema para mim, acho ótimo, quem quiser entender que entenda. Eu nunca estive dentro do armário, sempre estive fora, abrindo a porta e fechando para quem quisesse entrar. Sou gay e sempre fui” – disse – “O sexo não é prioridade na minha vida. Já foi, embora eu esteja totalmente em forma, sem azulzinho, nem nada”.

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Ele também disse que sua vida amorosa sempre foi bastante conturbada, e que poucos relacionamentos deram certo. Segundo ele, sua discrição também tem a ver com respeito que ele tem a sua mãe.

“Eu tenho 20 dedos podres pra relação. Tem muita coisa que eu discordo, eu sempre tive muito respeito por uma senhora chamada Maria Sampaio Moura que é minha mãe, pra não respingar pra ela.

Nunca disse nada, só não levantei bandeiras, nunca quis ser ícone de nada, sou o que sou e pronto. Não tenho obrigação de me explicar.”

MARKINHOS MOURA – TRAJETÓRIA

Nascido Marcus Antônio Sampaio Moura, em Fortaleza, no dia 13 de junho de 1962, o cantor Markinhos Moura fez grande sucesso na década de 1980.

Iniciou a carreira como ator em musicais como “Os Saltimbancos” e “O Reino da Liminúria” na TV Ceará e eventualmente foi convidado a participar como atração fixa no programa de TV Augusto Borges, líder de audiência da região, onde ele passa a interpretar grandes sucessos de Elis Regina, Milton Nascimento, Caetano Veloso e Ney Matogrosso.

Em 1980 decidiu mudar-se para o Rio de Janeiro e em 1986 veio a música que o consagrou: Meu Mel que chegou a ser regravada pelo cantor sertanejo Leonardo em 2004.

Markinhos Moura se apresentou em diversos programas de televisão do Brasil e chegou a viajar para o exterior. Atualmente reside em São Paulo.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".