GAY BLOG BR by SCRUFF

A médica dermatologista Dra. Adriana Vilarinho alerta que a monkeypox causa, além de lesões na pele, alguns sintomas similares à gripe como cansaço, mal-estar geral e febre, e inchaço dos nódulos linfáticos. Em um segundo momento, as erupções na pele começam a ficar vermelhas e sem volume, e depois ganham volume e bolhas, antes de formar cascas.

“Os nódulos e caroços vermelhos comuns da monkeypox, formam bolhas com um fluido esbranquiçado parecido com pus que posteriormente formam cascas. Como podem ser confundidas com outras enfermidades como catapora, alergias ou picadas, vale o alerta para identificar as lesões”, diz a médica.

Vilarinho esclarece que uma das diferenças é que as erupções causadas pela monkeypox normalmente começam no rosto e depois se espalham pelos braços e pernas, mãos e pés, além do tronco corporal. “Por isso que, qualquer alteração incomum ou lesões da pele, especialmente na área genital, precisa ser rapidamente investigada”, alerta.

Como é difícil diferenciar os diversos tipos de erupções, Dra. Adriana deixa algumas lesões de pele comuns listadas abaixo para saber identificar cada uma delas:

Alergia/urticária – são erupções vermelhas, que causam ardência e coceira e aparecem ou pela ingestão de certos alimentos ou o contato com certas plantas, substâncias químicas ou remédios.

Catapora – São irritações que coçam muito e passam por estágios similares à monkeypox. Uma das características da catapora é apresentar lesões em vários estágios: bolinhas vermelhas, bolhas e lesões com crosta ao mesmo tempo. Vale ressaltar que é possível ter catapora mais de uma vez na vida.

Herpes-zóster — é a reativação do vírus da varicela que também causa erupções e podem aparecer na forma de bolhas dolorosas.

• Sarna – causam coceiras e vermelhidão e as erupções podem surgir em qualquer parte do corpo. Apesar de não ser grave, a sarna é muito contagiosa e precisa de tratamento.

Picadas de insetos – as lesões são vermelhas, causam coceira e muitas vezes encontram-se alinhadas ou em grupos.

ISTS – As mais comuns são a sífilis e a herpes genital, em ambas, a lesão primária é uma úlcera. Na fase secundária são manchas acastanhadas ou avermelhas. É importante fazer exames e começar o tratamento o mais rápido possível.

Síndrome mão-pé-boca — é uma infecção viral transmitida pela tosse e por espirros, além de objetos contaminados, como talheres que causar sintomas similares à gripe, além de feridas na boca e erupções vermelhas na palma das mãos e na sola dos pés, mas que, normalmente, cura-se sozinha.

A médica ressalta ainda que, aos primeiros sinais suspeitos de sintomas de gripe aliados a pústulas na pele de forma aguda e acompanhada por dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, linfonodos inchados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza profunda, é necessário fazer exame para confirmar ou descartar a doença.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o período de incubação da monekypox é geralmente de seis a 13 dias, podendo chegar a 21 dias. O órgão ainda alerta que os casos considerados “prováveis” incluem sintomas semelhantes aos dos casos suspeitos, como contato físico pele a pele ou com lesões na pele, contato sexual ou com materiais contaminados 21 dias antes do início dos sintomas.

Lembrando que a transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama. E, segundo o órgão de saúde, a transmissão de humano para humano está ocorrendo entre pessoas com contato físico próximo.

Médica esclarece como identificar lesões da pele e se podem ser um dos sintomas de monkeypox
Reprodução



Junte-se à nossa comunidade

Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"