O Conselho de Ética do Conar voltou a se reunir na manhã desta quinta-feira, 12, na sede da entidade, em São Paulo, desta vez por meio da sua 2ª Câmara. Foram debatidas e votadas doze representações éticas.

A Representação Nº 215/19, que discutia uma propaganda homofóbica da Cervejaria Saint Arnulf, por unanimidade foi julgada como irregular. A campanha da cervejaria foi feita através de post na página do Facebook no dia 09 de setembro de 2019.

Na imagem, a postagem dizia que “a cervejaria é contra a militância LGBT e não teme perder clientes por isso”. O post ainda afirmava que que a empresa é uma  “cervejaria católica”, que “ama o que ama a Igreja” e “combate tudo o que se opõe ao reinado social e político de Cristo”.

SOMOS UMA "CERVEJARIA CATÓLICA"  A cervejaria Saint Arnulf é declaradamente católica; portanto, está a favor de tudo o que ensina a Santa Igreja.  Não temos medo de gritar bem alto o ensino tradicional da única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, ainda que isso nos deixe com apenas um punhado de clientes. Pelo contrário, ficaremos extremamente felizes por isso!  Amamos o que ama a Igreja e combatemos tudo o que se opõe ao reinado social e político do Cristo, Nosso Senhor.  Nada mais a declarar! PONTO FINAL!  Maria Sempre!
Imagem: reprodução da página do Facebook da cervejaria escrota

SOMOS UMA “CERVEJARIA CATÓLICA”

A cervejaria Saint Arnulf é declaradamente católica; portanto, está a favor de tudo o que ensina a Santa Igreja.

Não temos medo de gritar bem alto o ensino tradicional da única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, ainda que isso nos deixe com apenas um punhado de clientes. Pelo contrário, ficaremos extremamente felizes por isso!

Amamos o que ama a Igreja e combatemos tudo o que se opõe ao reinado social e político do Cristo, Nosso Senhor.

Nada mais a declarar! PONTO FINAL! Maria Sempre!

A denúncia de uma consumidora de Ribeirão Preto e nenhum membro do Conselho de Ética se manifestou a favor da Cervejaria, que é oriunda de Monte Alegre de Minas, Minas Gerais. A relatora do caso afirma que postagem fere de maneira ostensiva o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária de forma legal, uma vez que a militância LGBT não é ilegal. Ela também citou a decisão do STF e a lei antirracismo. A decisão ainda cabe recurso.

Participaram da reunião os conselheiros Ana Carolina Pescarmona, André Luiz Duarte Dias, Átila Francucci, Candice Buckley Bittencourt Silva, Carlos Chiesa, Cesar Augusto Massaioli, Cláudio Kalim, Cristina De Bonis, Ênio Vergeiro, Enrico Giannelli, José Pereira Guarabira, Larissa Moré, Maria Tereza Sadek, Patrícia Blanco, Pedro Renato Eckersdorff, Renata Lorenzetti e Tania Pavlovsky.

Quando um LGBT+ reclama do “marketing arco-íris”, nasce uma poc daninha