O dinheiro rosa, conhecido popularmente por seu nome em inglês, Pink Money, se refere ao poder de compra da comunidade LGBTQIA+. Na média mundial, os homens homossexuais ganham cerca de 10% a mais que os héteros e utilizam seu dinheiro para atividades de lazer como festas e viagens.

“Sem filhos em sua maioria, os casais homossexuais têm sua renda revertida para cultura, lazer e turismo” – diz o fundador da LGBT Capital, Paul Thompson, em entrevista a Isto É Dinheiro. Ele também diz que os homossexuais gastam, em média, 30% a mais em bens de consumo quando comparado aos héteros na mesma condição social.

O poder aquisitivo dos homens gays é, em média, 10% maior que o dos héteros e os gastos com lazer e cultura são 30% maior (Foto: Reprodução)
O poder aquisitivo dos homens gays é, em média, 10% maior que o dos homens héteros. Já os gastos em bem de consumo são 30% maior entre os gays. (Foto: Reprodução)

De acordo com uma pesquisa do IBGE (via G1), no Brasil, quanto mais elevada a faixa salarial, maior o número declarado de casais do mesmo sexo e menor a presença das famílias comandadas por heterossexuais. A estimativa é que os LGBTs movimentam cerca de R$ 150 bilhões por ano somente em nosso país.

CAPITALISMO ROSA

As baladas destinadas ao público LGBTQIA+ são muito comuns nos dias de hoje (Foto: Reprodução)
As baladas destinadas ao público LGBTQIA+ são muito comuns hoje em dia (Foto: Reprodução)

Muito confundido com o Pink Money, o termo Capitalismo Rosa ou Pink Capitalism se refere aos ambientes destinados ao público LGBTQIA+. Ou seja, Pink Money é o poder de compra da comunidade, enquanto Pink Capitalism engloba ambientes, produtos e serviços destinados a essa comunidade.

Os primeiros bares, cabarés e prostíbulos destinados ao público LGBTQIA+ surgiram no final do século XIX de modo clandestino. Após o fim da segunda guerra mundial, os lugares destinados a este segmento da sociedade, mesmo ainda marginais e muitas vezes ilegais, começaram a se tornar comunidades.

Clube Eldorado em Berlim, fundado em 1920, era destinado ao público LGBTQIA+ (Foto: Reprodução)
Clube Eldorado em Berlim, fundado em 1920, era destinado ao público LGBTQIA+ de modo clandestino (Foto: Reprodução)

Já em 1969 houve a rebelião de Stonewall, quando os LGBTs resolveram se manifestar contra a invasão da polícia de Nova Iorque no bar Stonewall Inn, que era um famoso e tradicional ponto de encontro da comunidade.

Devido a visibilidade pública do acontecimento, começaram as primeiras lutas pela integração social e política dos LGBTQIA+, sendo considerado o “berço” dos movimentos que existem até hoje.

Desde então, houve muitos avanços nos direitos e na aceitação social, o que consequentemente levou ao desenvolvimento de um mercado para atender as necessidades deste público.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".