O dinheiro rosa, conhecido popularmente por seu nome em inglês, Pink Money, se refere ao poder de compra da comunidade LGBTQIA+. Na média mundial, os homens homossexuais ganham cerca de 10% a mais que os héteros e utilizam seu dinheiro para atividades de lazer como festas e viagens.
“Sem filhos em sua maioria, os casais homossexuais têm sua renda revertida para cultura, lazer e turismo” – diz o fundador da LGBT Capital, Paul Thompson, em entrevista a Isto É Dinheiro. Ele também diz que os homossexuais gastam, em média, 30% a mais em bens de consumo quando comparado aos héteros na mesma condição social.

De acordo com uma pesquisa do IBGE (via G1), no Brasil, quanto mais elevada a faixa salarial, maior o número declarado de casais do mesmo sexo e menor a presença das famílias comandadas por heterossexuais. A estimativa é que os LGBTs movimentam cerca de R$ 150 bilhões por ano somente em nosso país.
CAPITALISMO ROSA

Muito confundido com o Pink Money, o termo Capitalismo Rosa ou Pink Capitalism se refere aos ambientes destinados ao público LGBTQIA+. Ou seja, Pink Money é o poder de compra da comunidade, enquanto Pink Capitalism engloba ambientes, produtos e serviços destinados a essa comunidade.
Os primeiros bares, cabarés e prostíbulos destinados ao público LGBTQIA+ surgiram no final do século XIX de modo clandestino. Após o fim da segunda guerra mundial, os lugares destinados a este segmento da sociedade, mesmo ainda marginais e muitas vezes ilegais, começaram a se tornar comunidades.

Já em 1969 houve a rebelião de Stonewall, quando os LGBTs resolveram se manifestar contra a invasão da polícia de Nova Iorque no bar Stonewall Inn, que era um famoso e tradicional ponto de encontro da comunidade.
Devido a visibilidade pública do acontecimento, começaram as primeiras lutas pela integração social e política dos LGBTQIA+, sendo considerado o “berço” dos movimentos que existem até hoje.
Desde então, houve muitos avanços nos direitos e na aceitação social, o que consequentemente levou ao desenvolvimento de um mercado para atender as necessidades deste público.
Após 50 anos, polícia de Nova York se desculpa pelo episódio de Stonewall
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