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A violenta batida policial no Stonewall Inn, em Nova York, em 1969, é considerada como um marco no movimento pelos direitos dos LGBT+. Até pouco tempo, as autoridades policiais se recusavam a admitir que o comportamento dos policiais e a invasão em si não se justificavam, deixando uma desconfiança ao longo dos anos entre a polícia e os defensores da causa.

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O bar Stonewall Inn. Foto: Visit The USA

Após 50 anos do episódio, pela primeira vez foi feito pedido oficial de desculpas em nome do Departamento de Polícia de NYC pelas ações dos policiais durante a batida em Stonewall. James P. O’Neill, encarregado do NYPD, disse em um evento que “as ações tomadas pelo Departamento de Polícia de Nova York estavam erradas – simples assim”.

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James P. O’Neill durante o evento. Foto: GettyImages

Em nome dos funcionários do Departamento de Polícia, incluindo o próprio O’Neill, o delegado ofereceu o pedido formal de desculpas pelo culpa que negaram por anos:

“Acho que seria irresponsável passar pelo mês do Orgulho LGBT e para não falar dos eventos no Stonewall Inn em 1969. Eu sei o que aconteceu não deveria ter acontecido. As ações e as leis eram discriminatórias e opressivas e, por isso, peço desculpas”, disse O’Neill.

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EPISÓDIO DE 1969

O triste episódio de Stonewall começou pouco depois da meia-noite de 28 de junho de 1969, quando oficiais do extinto Esquadrão Moral Público invadiram o Stonewall Inn, um bar gay em Christopher Street, em Greenwich Village.

A polícia disse que eles haviam chegado para dispersar os clientes do bar porque o teria sido violadas leis acerca de bebidas alcoólicas. Oito oficiais e um inspetor chegaram ao clube e ordenaram que cerca de 200 pessoas se alinhassem e mostrassem sua identificação. Alguns foram solicitados a se submeterem a inspeções anatômicas.

O comportamento dos policiais naquela noite rapidamente se tornaria uma mancha no departamento e uma força eletrizante para o movimento LGBT.

“Eles vieram no bar. Eles bateram as pessoas contra a parede. Eles empurraram as pessoas, e eles lançaram insultos que você provavelmente pode imaginar”, disse Mark Segal, 68 anos, que participou dos protestos naquela noite.

Na década de 1960, com frequência a polícia a polícia de Nova York invadia bares gays, prendia travestis e assediava clientes sob o pretexto de reprimir a prostituição ou outras atividades do crime organizado.

50 anos da rebelião de Stonewall será o tema Parada LGBT+ 2019 de São Paulo

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3 COMENTÁRIOS

  1. […] Em 28 de junho de 1969, por volta de 1h20 da manhã, um oficial da Divisão de Moral Pública, junto de outros guardas disfarçados, invadiu o bar gay Stonewall Inn, localizado no bairro de Greenwich, Nova York. Prendeu diversos clientes, alegando “conduta imoral”, mas o objetivo real era coagir a comunidade LGBT. Batidas policiais em ambientes da comunidade eram frequentes, muitas vezes com demonstração de brutalidade e abuso de autoridade. Desta vez, porém, as coisas não seguiram o roteiro habitual. Como o transporte dos presos demorou muito para ser efetuado, uma multidão de simpatizantes começou a se manifestar contra a batida no local. Esse número só aumentou com o passar das horas, isolando a força policial dentro do bar. Uma mulher algemada foi escoltada para fora, mas conseguiu se soltar. Em poucos minutos, o protesto contra a LGBTfobia policial se tornou violento, com confronto direto entre tiras e membros da comunidade LGBT. O confronto foi dispersado às 4h, porém, no dia seguinte, outras manifestações tomaram conta do local – e se espalharam por outros pontos da cidade. Os eventos que ocorreram no Stonewall Inn levaram às primeiras paradas de orgulho LGBT, como a marcha que aconteceu em 1970, do bairro Greenwich até o Central Park. A data foi considerada o marco zero pela luta por direitos civis das minorias LGBT e logo foi adotada em outros pontos do mundo. Junho também passou a ser considerado o Mês do Orgulho LGBT. Em 2019, pela primeira vez, o NYPD se desculpou e reconheceu publicamente o erro cometido em 1969. […]