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A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo divulgou um relatório mostrando que 95% das pessoas vivendo com HIV atendidas pela prefeitura entre os anos de 2017 e 2020 fazem o uso de antirretrovirais regularmente e, por isso, apresentam carga viral indetectável.

Os números superam a expectativa estipulada pelo documento “Declaração de Paris” em dezembro de 2014 pelo Programa Conjunto das Nações Unidas Sobre HIV e AIDS (UNAIDS). A meta é que cidades de todo o mundo enfrentem o HIV de modo que erradiquem a AIDS até 2030 e, para isso, a declaração criou a meta 90-90-90 para 2020, sendo cada um deles referente a uma porcentagem de pessoas com HIV sendo diagnosticadas; que elas estejam em terapia antirretrovial; e que alcancem uma carga indetectável.

Outro dado positivo mostra que as pessoas que iniciaram o tratamento em menos de trinta dias após a descoberta do vírus aumentou consideravelmente. Em 2016, o número era de apenas 13,8%, enquanto em 2020 chegou a quase 70%. Além disso, há quatro anos atrás uma pessoa levava, em média, seis meses para começar a tomar os antirretrovirais, enquanto agora é 23 dias.

Aqueles que estão há seis meses com carga viral indetectável não transmitem o vírus pelas relações sexuais e, por isso, o objetivo é que todos aqueles que convivem com o HIV estejam com esse status; desse modo diminuindo consideravelmente o índice de transmissão. A meta é que em 2030, a AIDS seja erradicada em todo o mundo.

O relatório aponta também que os dados positivos também estão relacionados às políticas da Prefeitura de SP, que ampliou a distribuição de preservativos em unidades de saúde, terminais de ônibus e em mais de 40 estações do metrô e da CPTM; fez ações com testagens rápidas pela cidade; implementou e expandiu a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) – sendo que atualmente a capital paulista representa cerca de 45% do total de pessoas cadastradas em PreP do Brasil – e realizou um grande número de Profilaxias Pós-Exposição (PEP).

São Paulo também recebeu uma certificação do Ministério da Saúde por ter conseguido eliminar a transmissão vertical do HIV, que é quando a transmissão acontece da mãe para o filho durante a gestação.

95% das pessoas vivendo com HIV em São Paulo têm carga viral indetectável
95% das pessoas vivendo com HIV em São Paulo têm carga viral indetectável. Foto: Reprodução/Google

Para acessar o relatório, basta entrar neste link.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"