A Ana Maria Braga resolveu abrir o programa “Mais Você” hoje, na TV Globo, fazendo críticas a Jair Bolsonaro. Usando de fundo a música “Alma Ferida”, de Daniela Mercury, ela disse:

GAY BLOG BR by SCRUFF

“Com essas palavras de Daniela Mercury, eu dou bom dia a todos ao país de maricas porque é um país de homens e mulheres guerreiros” – disse a apresentadora – “Não custa lembrar que é um país que já perdeu 162 mil almas brasileiras por causa do coronavírus. Um bom dia para você com fé. Fé de brasileiro” – completou Ana Maria Braga.

Vale dizer que o termo “maricas” é utilizado tanto para ofender os homossexuais, quanto para insinuar a “falta de coragem” em enfrentar desafios.

Assista ao trecho:

COMENTÁRIOS HOMOFÓBICOS DISFARÇADOS DE BRINCADEIRA

Segundo o TCC “A discriminação homofóbica por meio do humor: naturalização e manutenção da heteronormatividade no contexto organizacional”, as piadas homofóbicas disfarçadas de “humor” ou uma simples brincadeira estão diretamente relacionadas aos valores heteronormativos ensinados a sociedade.

Isso significa que quanto mais “heteronormativo” você for, ou seja, quanto mais masculino o homem for (dentro do que a sociedade ensina o que é ser masculino) e quanto mais feminina a mulher for, mais privilegiada a pessoa será e mais “normal” ela será considerada na sociedade. Caso a pessoa saia deste estereótipo, ela será vista com “maus olhos”, surgindo daí a chacota, que no início pode ser visto como uma simples “brincadeira inocente”, mas que acaba sendo o “berço” para comportamentos homofóbicos mais agressivos, como a violência física e verbal.

Homens heterossexuais com crenças precárias utilizam do humor homofóbico como forma de autoafirmação de sua masculinidade, utilizando piadas também sexistas e, em muitos casos, tendo diversos comportamentos que necessitam reforçar sua virilidade, vindo daí frases comuns como “homem não chora” ou “homem que é homem aguenta firme tudo”, ou piadas relacionadas ao “papel da mulher” na sociedade.

Em casos mais graves, há homens que deixam de se higienizar adequadamente para reforçarem sua identidade masculina, levando a casos de amputação peniana por simples falta de higiene. A “brincadeira inocente”, que é homofóbica, deixa de ser engraçada quando a pessoa entende que o fato do homem “ser viril” ou da mulher “ser feminina” não deveria ser motivo de valorização.

O respeito começa com a aceitação das pessoas do jeito que elas são, independente de padrões pré-estabelecidos. Os homens mais afeminados não estão em uma escala hierárquica “menor” quando comparado aos mais masculinizados.

Junte-se à nossa comunidade

O app SCRUFF está disponibilizando gratuitamente a assinatura PRO no Brasil, com todas as funcionalidades premium. Seja Embaixador SCRUFF Venture para ajudar os gays que estão visitando sua cidade. Tenha uma agenda atualizada das melhores festas, paradas, festivais e eventos. São mais de 15 milhões de usuários no mundo todo; baixe o app SCRUFF diretamente deste link.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".