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O carnaval do Rio de Janeiro terá uma mulher trans como madrinha de uma escola de samba: a empresária Marcela Porto (46). Ela estará ocupando esse posto na Unidos da Ponte, de São João de Meriti. As informações são do Universa.

“Esse é um papel muito importante, porque abre portas para nós, mulheres trans. A gente já abriu um pouco as portas com algumas musas, atrizes em novelas no horário nobre, agora madrinha de escola de samba. Tá ficando show”, diz, em entrevista por telefone a Universa.

Ela teve medo de não ser aceita como madrinha por transfobia, mas agora entende que sua conquista é uma oportunidade de dar mais visibilidade à causa trans: “É o Brasil todo vendo, a Globo filmando, vai ter trans na Sapucaí, sim!”

No próximo Carnaval, a Unidos da Ponte vai homenagear a santa brasileira Irmã Dulce. “Estou um pouco nervosa, enferrujada depois da pandemia, mas vou começar a ensaiar em janeiro e também fazer algumas aulas de samba”, conta.

Antes de ser madrinha da bateria, Marcela Porto também foi uma das primeiras mulheres trans a fazer sucesso no funk carioca, integrando a gravadora Furacão 2000 e sendo conhecida como “Mulher Abacaxi“. Com o fim da carreira artística, ela se tornou a primeira mulher trans a tirar carteira de motorista na categoria “E”, a mais alta, para dirigir carretas, e hoje comanda uma empresa de transportes de minérios.

“Como funkeira, eu cantava, fazia shows, fotos, até capa de revista. Quando fazia fotos para capas de CD, não colocavam meu nome, Mulher Abacaxi, para as pessoas não saberem que era uma mulher trans ali. O preconceito era enorme, se soubessem, não ia vender, então eu posava como se fosse qualquer outra modelo da internet”, lembra.

“Mas, mesmo durante o auge da carreira artística, nunca deixei meu caminhão de lado. Fazia as duas coisas ao mesmo tempo. Virava a noite em show, ia para casa, tomava banho e ia para o areial cheia de brilho porque aquele glitter não saía por nada. O caminhão é meu porto seguro, é de lá que tiro meu sustento, porque o mundo artístico é muito ingrato.”, conclui.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"