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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) respondeu à Justiça do Rio de Janeiro a razão pela qual a seleção brasileira não usar o número 24 para identificar seus jogadores, cumprindo uma exigência feita pelo juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível, que chegou a fixar uma multa diária de R$ 800 caso não houvesse resposta. As informações são da CNN Brasil.

Segundo o documento obtido pela CNN, a CBF alega que a “numeração utilizada pelos atletas tem relações com questões desportivas apenas” e que o “regulamento inicial da Conmebol Copa América 2021 (‘Competição’) determinava que apenas 23 jogadores poderiam ser inscritos”. A defesa também ressalta que está “comprometida não apenas em gerir o futebol de forma a promover o desenvolvimento social e a redução de desigualdades econômicas e regionais, como também com o repúdio ao racismo, à xenofobia e a quaisquer outras formas de discriminação e intolerância social, política, sexual, religiosa e socioeconômica.” 

Já o escritório que representa o Grupo Arco Íris de Cidade LGBT, o NN Advogados, informou que está analisando os próximos passos.

CBF se pronuncia sobre a ausência da camisa 24 na seleção
Reprodução

A ação foi distribuída na noite do dia 28 de junho e nela contava que o “posicionamento de clubes e confederações de futebol é primordial no combate à homofobia, visto que desmotiva quem acha que o futebol é um espaço de intolerância onde se pode discriminar livremente. Assim, é inadmissível o retrocesso”

“A CBF tem papel preponderante neste debate. É dela a responsabilidade de mudar esta cultura dentro do futebol. Quando a CBF se exime de participar, a torcida entende que é permitido, que é aceitável, e o posicionamento faz com que, aos poucos, esta cultura mude”.

“É dela (CBF) a responsabilidade de mudar esta cultura dentro do futebol. Quando a CBF se exime de participar, a torcida entende que é permitido, que é aceitável, e o posicionamento faz com que, aos poucos, esta cultura mude” – diz a petição.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"