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O canadense Jamie Alexander (46) desenvolveu uma marca chamada RUBIES, especializada em roupas de banho como biquínis e maiôs para crianças trans e não binárias. A inspiração veio de sua filha, uma menina trans de 12 anos chamada Ruby Alexander, que não tinha roupas adequada para ela.

Segundo Alexander, ele estava preocupado que as meninas trans e não binárias paravam de fazer as atividades que amavam, como nadar, dançar ou praticar ginástica por não terem determinada vestimenta, como os biquínis, que atendesse as suas necessidades.

“Isso não é teoria. Essas crianças não estão confortáveis em parar de irem a lugares e fazerem coisas. Não é justo. É importante que todas as crianças manterem suas atividades e saúde” – disse Alexander ao canal The Times of Israel.

Sua filha, Ruby, também ajuda o pai nos negócios e comemora: “Eu gosto de trabalhar com meu pai. Estou aprendendo habilidades do mundo real, como despesas, custos e serviços ao consumidor. Eu quem modelo os produtos”.

Criança inspira pai a criar biquínis e maiôs para pessoas trans
Reprodução

Quando Alexander foi questionado sobre a transição de gênero da filha, ele disse que tudo ocorreu de forma natural.

“Não foi um choque para nós quando ela decidiu pela transição, porque foi realmente gradual o processo ao longo de seis anos e tivemos tempo para nos acostumarmos” – disse.

Apesar da família viver em Toronto, considerado um lugar bastante “mente aberta”, Ruby relata que sofre casos de transfobia de alguns colegas do colégio.

“Mas é problema deles”, ela disse, endossando também que tem muitos amigos. A menina também comenta que ir a público e expor sua identidade trans, especialmente nos materiais promocionais da RUBIES, dá um sentimento que mescla felicidade e um pouco de ansiedade.

“Isso [expor que é uma menina trans] tirou um peso enorme das minhas costas” – disse.

Alexander diz que mesmo sendo uma corporação comercial, eles enviam produtos gratuitamente para crianças trans que demonstram não ter condições de comprarem.

“Esse é um empreendimento comercial, mas também tem um elemento social enorme” – disse – “Mais importante que isso, gostaria de inspirar outros a fazerem algo para essas crianças” – acrescenta.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".