O filho de Emílio Surita, Eric Surita, que recentemente disse ter sido expulso de casa quando contou que era bissexual, resolveu promover a inclusão social em seu trabalho e retirou a separação de banheiro feminino e masculino, colocando avisos dizendo que os banheiros são livres para todos os gêneros. A informação veio do Instagram oficial dele.
“São pequenas ações que melhoram o mundo” – disse Eric Surita. Sua atitude dividiu as opiniões do público.
“Quem sou eu pra opinar, ainda mais sendo gay, mas….se têm os dois banheiros pra que mudar?” – questionou o usuário identificado como “davidhamber” – “Fico imaginando minha mãe em um banheiro e do nada entra um homem pra usar o mesmo, imagino o pânico dela com 67 anos, ainda mais se for um FDP que pode se aproveitar da situação. Acho louvável a inclusão, mas no Brasil ainda temos que educar primeiro pra depois implementar as mudanças de país de primeiro mundo!”
Já outro usuário “heymatz” teve uma visão mais positiva de tal atitude: “Aaaaa, sonho em todo lugar ser assim”.
Eric Surita sobre o ator Arthur Aguiar: “Eu pegaria muito! Gato, gostoso…”
O DIREITO DOS TRANSGÊNEROS UTILIZAREM O BANHEIRO RELATIVO AO SEXO QUE SE IDENTIFICAM
Segundo um artigo publicado pelo advogado Erick da Silva Matias chamado “O transexual, o direito fundamental de uso do banheiro e o direito do trabalho“, os transexuais têm o direito de utilizar o banheiro relacionado ao gênero que se identificam.
“O Ministério Público do Trabalho reconheceu, juntamente com a aceitação do nome social no ambiente de trabalho, a garantia de acesso a banheiros e vestiários de acordo com esse nome e identidade de gênero do indivíduo, através da portaria 1.036/2015.”
No mesmo artigo, Erick diz que ainda há um constrangimento sofrido pelo transexual ao utilizar banheiros públicos.
“Socialmente, utiliza-se uma lógica binária que leva em consideração a existência de apenas dois sexos possíveis, quais seja, masculino ou feminino. Diante disso e dos papéis sociais atribuídos a cada um dos sexos, são designados banheiros a cada um destes. Porém, apesar de haver identificação social dos transexuais com o gênero oposto ao que lhe foi designado quando do seu nascimento, usar banheiros de shoppings, bares, restaurantes e do ambiente de trabalho ainda é dificultoso pelo constrangimento sofrido pelo transexual” .
Vale lembrar que recentemente a Linn da Quebrada disse que evitava usar banheiros públicos para evitar episódios de transfobia.
Linn da Quebrada segurava o xixi para evitar transfobia em banheiros públicos
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