Nesta semana, o diretor Francis Lee pediu, em sua conta do Twitter, para que os espectadores não assistissem ao filme God´s Own Country (“Reino de Deus”) na Amazon porque a plataforma de streaming teria censurado partes importantes do longa-metragem. Após a repercussão, Lee voltou ao Twitter para esclarecer que aparentemente foi a distribuidora de filmes que cortou as cenas de sexo gay – e não a Amazon.
Dear USA friends, after investigation God’s Own Country was not censored by @PrimeVideo (Amazon USA) but by the US distributor @GoldwynFilms who butchered the streaming version without consultation to get more ‘revenue’ .@PrimeVideo were incredibly supportive in rectifying 1/2 https://t.co/xDQP4ThaiK
— Francis Lee (@strawhousefilms) May 20, 2020
The rental version of God’s Own Country on @PrimeVideo is the correct version of my film. I would like to thank Amazon Prime for being supportive and I would caution any film maker of working with the aforementioned ‘distributor’. Thank you EVERYONE for all your support ❤️
— Francis Lee (@strawhousefilms) May 20, 2020
“Caros amigos dos Estados Unidos, após uma investigação soubemos que God´s Own Country não foi censurado pelo @PrimeVideo (Amazon EUA), mas pela distribuidora @GoldwynFilms que destruiu a versão em streaming sem consulta para gerarem mas receita.”
Já uma reportagem feita pelo IndieWire conseguiu conversar com fontes próximas a Amazon que confirmaram sobre a distribuidora ter censurado o filme, mas sob o argumento de cumprir com as políticas da Amazon em proibir “conteúdo sexualmente explícito”. Apesar da plataforma permitir cenas de sexo e nudez, elas não aparecem em certos segmentos de publicidade e, por isso, a versão original está disponível para aluguel.
As cenas censuradas estão no vídeo abaixo, só assista se você tiver idade para ter carteira de motorista.
Brokeback Mountain da Inglaterra
God’s Own Country é um filme britânico de 2017 escrito e dirigido por Francis Lee, sendo a primeira vez que ele assume a direção de um longa metragem. O filme conta a história de dois homens que se conhecem na cena rural no norte da Inglaterra e se apaixonam ao passarem semanas sozinhos nos montes.
Segundo uma resenha feita pelo Woo! Magazine, o longa não entra no clichê da “descoberta” da orientação sexual dos dois rapazes, mas debate a necessidade de ter uma conduta heteronormativa naquela sociedade tão discriminatória. Eles não demonstram nenhum tipo de afeto um pelo outro, mesmo ambos se amando, e também escondem o relacionamento daqueles que o cercam, como família e amigos.
Rendendo sucesso de público e crítica, o colunista do The Times, Ed Potton, deu quatro de cinco estrelas e descreveu o longa-metragem como “esplendido”, dizendo que é uma versão britânica de “Brokeback Mountain“, fazendo uma referência ao clássico de Ang Lee de 2005.
Já Peter Bradshaw, do The Guardian, descreveu filme como uma típica “história de amor britânica, com muitas emoções não sendo ditas, temores sobre o futuro, e a prontidão para transferir todas as emoções em trabalho duro”
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