O Grindr anunciou em seu Twitter na última segunda-feira, 1 de junho, que vai remover a função de filtrar pessoas pela etnia em sua próxima atualização. A decisão foi motivada após os protestos relacionados à morte de George Floyd, negro norte-americano que foi morto por um policial.

“Nós estamos solidários ao movimento #BlackLivesMatter e às centenas de mulheres de pessoas queer e negras que fazem login em nosso aplicativo todos os dias. Não ficamos em silêncio e nem seremos inativos. Hoje, realizaremos doações para o Instituto Marsha P.Johnson e para Black Lives Matter, insistindo que vocês façam o mesmo. Continuaremos a nossa luta contra o racismo no Grindr tanto por diálogo com nossa comunidade quanto com uma política de tolerância zero com racismo e discurso de ódio na plataforma.”

Em uma conversa com PinkNews, um porta-voz disse: que o “racismo não tem lugar na nossa comunidade (…) Agradecemos por todos que deram o feedback. Escutamos e vamos continuar lutando contra o racismo no Grindr, tanto através com o diálogo com nossa comunidade como com políticas de tolerância zero com discurso de ódio na nossa plataforma.”

O discurso dele vai de encontro com muitos posts no Twitter pedindo para remover o filtro de etnia, especialmente após as polêmicas com o Floyd.

Apesar de atender a um pedido do público, o The Verge contestou a medida argumentando que a remoção do filtro não significa que os negros não serão mais vistos nos aplicativos, e que eles provavelmente continuarão sendo rejeitados pelo aplicativo ou pelo algoritmo da rede.

“A remoção do filtro pelo Grindr para de comunicar ao aplicativos suas preferências de raça, mas isso não significa que eles se encontrarão com pessoas que são diferentes delas”. 

A matéria também aponta que os negros são mais rejeitados que os brancos em aplicativos de relacionamento, não só no Grindr.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".