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O piloto e ativista dos direitos humanos, Lewis Hamilton, disse que não se sentiu confortável durante o GP da Arábia Saudita neste fim de semana, considerando que o país é conhecido pelas leis que criminalizam os LGBTQIA+. As informações são do Globo Esporte.

“Não posso fingir que tenho mais conhecimento do que alguém que cresceu nessa comunidade e é fortemente afetada por certas regras e o regime. Eu me sinto confortável aqui? Eu não diria que me sinto, mas não é escolha minha estar aqui. O esporte escolheu isso. E se é certo ou errado, acredito que enquanto estivermos aqui, é importante promover conscientização” — comentou o britânico.

Na Arábia Saudita, as mulheres são proibidas de interagir com os homens, casar-se, divorciar-se, abrir empreendimentos, viajar, deixar a cadeia ou abrigos sem a autorização de um tutor masculino. Em 2018 começou um processo de flexibilização e já é possível que as mulheres dirijam e frequentem estádios.

“Algumas das mulheres aqui ainda estão na prisão por muitos e muitos anos porque dirigiram um carro. Há muitas mudanças que precisam acontecer e nosso esporte precisa fazer mais” — disse Hamilton.

Apesar das mudanças, no fim de 2019, a agência estatal de segurança do país classificou o feminismo, a homossexualidade e o ateísmo como atos “inaceitáveis” de extremismo. Em março deste ano, a ativista Loujain al-Hathloul, uma das manifestantes pelo direito das mulheres de dirigir, foi liberta da prisão após três anos de encarceramento.

Hamilton admite desconforto no GP da Arábia Saudita e critica leis homofóbicas: "É assustador"
Reprodução

Em apoio à luta LGBTQIA+, Hamilton usa capacete com cores do arco-íris no GP do Catar

O automobilista britânico Lewis Hamilton, usou um capacete nas cores da bandeira LGBTQIA+, durante os treinos para o Grande Prêmio do Catar de Fórmula 1, que acontecerá no dia 21 de novembro.

Hamilton também falou sobre a “obrigação” dos esportistas em chamar a atenção do mundo quando vão a lugares onde não há equidade de direitos para os cidadãos que vivem neste locais.

De modo geral, alguns atletas procuram evitar se envolver com manifestações ativistas. Hamilton, no entanto, tem uma postura de relevância com sua imagem pública internacional.

O piloto apoiou, também, as pautas do movimento “Black Lives Matter” contra a violência direcionada às pessoas negras e fez protestos no início das provas de Fórmula1, muitas vezes sozinho, sem a companhia de colegas que não concordavam com os manifestos.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"