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A 36ª Vara Criminal do Rio de Janeiro condenou um homem a nove anos de prisão por roubo qualificado e lesão corporal grave (artigo 157, parágrafo 3º, I, do Código Penal), contra a modelo trans Alice Felis. Ao ser agredida, a modelo teve o maxilar e o nariz quebrados, perdeu dentes da parte superior e foi ferida com uma faca pelo agressor.

Os dois se conheceram no dia 15 de agosto de 2020 em um bar, na Rua Miguel Lemos, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Em seguida, eles foram para o apartamento dela, localizado no mesmo bairro. A modelo conta que o homem levou drogas e, em seguida, a agrediu depois de não conseguir concretizar o ato sexual. Ele roubou R$ 4.000 que ela tinha guardado em seu apartamento.

O juiz Marcel Laguna Duque Estrada destacou o comportamento agressivo do acusado, além dele ser reincidente na prática do crime, considerando que ele já tinha um registro de ocorrência por furto.

Homem que agrediu modelo trans em Copacabana é condenado a 9 anos de prisão
Reprodução

“Verifica-se que a culpabilidade é intensa, haja vista a excessiva agressividade e covardia do acusado, que se põe a praticar roubo dentro da residência da vítima, violando um dos bens mais caros ao ser humano, seu último refúgio, que é o seu lar, além de impor à sociedade grande afronta e perigo; que o réu possui maus antecedentes, pois ostenta condenação em sua folha penal transitada em julgado em data posterior ao fato ora julgado, e que, por isso, não é considerada reincidência; que as circunstâncias do crime ensejam maior censurabilidade, eis que o proceder do réu foi excessivamente reprovável, tendo em vista a extrema má-fé e vilania do agente, utilizando-se da confiança e fragilidade física da vítima como meio de prática do crime, seduzindo-a falaciosamente para induzi-la a convidá-lo para dentro do seu apartamento onde ocorreu o crime”, disse o juiz.

Em entrevista ao G1 na ocasião, Alice contou o ocorrido: “Ele pegou no meu pescoço, me jogou no chão e foi me arrastando. Dali, começou a me bater, me esmurrar, me dar soco, me xingar. Ele quebrou meu maxilar, o meu nariz. Estou com a boca costurada, tive ponto. Ele tentou me esfaquear. Foi bem constrangedor, bem difícil, mesmo”.

Com informações de Consultor Jurídico




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"