A reintegração de posse do prédio ocupado pela Casa Nem, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, estava programada para esta segunda-feira “com uso de força policial, se necessário”. O imóvel, que estava abandonado, atualmente abriga 70 pessoas LGBTs pessoas em situação de vulnerabilidade.

Um protesto chegou a ser montado frente ao prédio para tentar impedir o cumprimento da decisão da juíza Daniela Bandeira de Freitas, da 15ª Vara Cível do Rio. A suspensão da reintegração se deu por não haver um entendimento sobre o destino das pessoas que ocupam o prédio. O imóvel, na escritura, pertence aos herdeiros de Ady Pinheiro Rodrigues Valle.

“Nós estamos aqui para garantir os direitos humanos dessas pessoas. Os mínimos possíveis. Em relação ao abrigamento, o que nós temos é o seguinte: dia 28 de junho nós inauguramos um abrigamento específico para a população LGBTS, inclusive tia Ju, secretária, veio aqui conversar com essa população. Então, qual é o ponto? A prefeitura vai ter que se organizar. Caso seja uma ordem judicial, ordem judicial se cumpre para poder abrigar essas pessoas”, contou ao G1 Nelio Georgini, coordenador Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio.

A defesa da Casa Nem ressalta que a ordem de reintegração de posse é considerada “ilegal e desumana”, uma vez que fere o decreto que proíbe o despejo durante a pandemia do coronavírus.
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