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O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública contra a deputada bolsonarista Chris Tonietto (PSL-RJ) por mensagens que relacionavam a pedofilia aos homossexuais, dizendo que a “causa” era “defendida explicitamente por alguns expoentes do movimento LGBT” e criticando também o ensino de “ideologia de gênero” nas escolas. O post foi publicado no Facebook no dia 12 de junho de 2020, porém foi deletado. As informações são do site oficial do MPF.

O MPF pede que que a deputada pague R$ 50.000 a título de indenização por danos morais coletivos, devendo o montante ser destinado à estruturação de centros de cidadania LGBT, no município ou no Estado do Rio de Janeiro. Além disso, os procuradores solicitam à Justiça que determine a exclusão da postagem.

“A publicação induz falsamente a opinião pública a acreditar que todo o grupo de pessoas homossexuais seria propenso a cometer os graves crimes que giram em torno da pedofilia, gerando preconceito e reforçando estigmas”, pontuam os procuradores Regionais dos Direitos do Cidadão, Ana Padilha, Julio Araujo e Sérgio Suiama.

MPF processa deputada bolsonarista por associar pedofilia a homossexuais
Reprodução

Em julho de 2020, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão expediu a Recomendação PRDC/ RJ 4 /2020 para que a parlamentar esclarecesse a apresentasse estudos que fizessem essa analogia, especificando exatamente qual autor relaciona o ensino de gênero nas escolas à pedofilia. Caso não tivesse nenhum estudo que comprove sua tese, ela deveria se retratar.

Em resposta, a deputada bolsonarista recusou-se a acatar a recomendação e disse que “goza de imunidade parlamentar” para dizer o que quiser e que a retratação implicaria no ato de censura, sustentando sua opinião com base no senso comum e na realidade.

“Além do teor discriminatório, é patente que a descabida associação entre a homossexualidade e a prática de crimes associados à pedofilia estimula a violência contra este grupo, caracterizando discurso de ódio e menosprezo pelo ordenamento jurídico e pelas instituições democráticas”, concluem os procuradores.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".