‘Não preciso ganhar o concurso só preciso estar aqui’, diz primeira candidata trans a participar do Miss Universo

Angela Ponce foi primeira candidata trans do Miss Universo

A final do Miss Universo 2018, que aconteceu na noite do domingo (16), foi marcada por emoções que foram além da premiação da vencedora, a representante das Filipinas, Catriona Gray.

Entre as 94 mulheres consideradas as mais belas do mundo, a Miss Espanha Angela Ponce roubou a cena para protagonizar um momento histórico no concurso. A modelo espanhola não consegue identificar o que a torna tão diferente das outras. Apesar de cada uma ter sua personalidade e peculiaridade, todas parecem preencher um padrão estético bastante comum, exceto por um detalhe: Angela está mudando a história sendo a primeira transgênero a participar da disputa.

Angela Ponce, Miss Espanha 2018. Foto: reprodução E!Online
Angela Ponce, Miss Espanha 2018. Foto: reprodução E!Online

Vencedora do Miss Espanha em 2017, ela nasceu em uma cidade perto de Sevilha e começou seu tratamento hormonal aos 16 anos. A cirurgia para mudança de sexo, no entanto, só ocorreu aos 24. A mulher transgênero atualmente é manequim e trabalha em uma ONG que ajuda jovens trans.

“Não podemos seguir repetindo padrões do passado”, diz Miss Espanha no Miss Universo 2018. O concurso realiza um corte setorizado para selecionar as finalistas e, neste ano, a separação foi feita por continente. Foram vinte misses semifinalistas agrupadas em quatro grupos de cinco.

Angela Ponce of Spain competes in the swimsuit competition during the 2018 Miss Universe
Angela Ponce of Spain competes in the swimsuit competition during the 2018 Miss Universe

Angela Ponce ficou no grupo que reunia as modelos da Europa e não conseguiu se classificar para fase seguinte da competição. Mas, mesmo assim, foi exibido um vídeo sobre sua trajetória na noite da final. Após a exibição, a miss desfilou no palco sozinha e foi aplaudida por todos de pé em um momento emocionante.

“Muitas pessoas não têm a informação do que é ser uma mulher transgênero. Ter essa parte de você que diz que sua identidade é feminina mostra que a identidade vem com a gente desde antes de nascer”, afirma a modelo no vídeo.

Para erradicar a intolerância, Angela afirma que acredita ser muito importante que esses valores sejam adotados desde a infância. “Não podemos seguir repetindo padrões do passado.”

Reprodução Band

Durante a entrevista comovente, a espanhola fala que sua esperança é poder viver em um mundo que haja igualdade. “A realidade de muitas pessoas vai mudar”, aposta.  “Se eu conseguir proporcionar isso ao mundo, eu não preciso vencer o Miss Universo . Só preciso estar aqui”, finalizou.

Com informações de bemnoticias.com.br

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