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A candidata Erica Malunguinho da Silva, do PSOL, foi eleita neste domingo (7) deputada estadual por São Paulo. Em mais de 180 anos de existência, é a primeira vez que uma pessoa transgênero consegue vaga na Assembleia Legislativa Paulista. Erica obteve pouco mais de 54,4 mil votos.

Erica Malunguinho. Foto: reprodução CartaCapital
Erica Malunguinho. Foto: reprodução CartaCapital

Mulher, trans, negra, natural de Pernambuco, Erica é mestra em estética e história da arte pela USP e criadora da Aparelha Luzia, um quilombo urbano, espaço para fomentar produções artísticas e intelectuais na capital paulista. Ela também atua na área de educação, voltada para a capacitação professores da rede pública e privada.

Em sua proposta, Erica disse que pretende incentivar o turismo social em quilombos e territórios indígenas como estratégia de combate ao racismo, proteção, visibilidade e economia sustentável. Trabalhar na questão dos direitos estruturais à população trans, aprimorar dispositivos de inclusão no mercado de trabalho.

Deseja, ainda, apoiar iniciativas de amparo aos moradores de rua e revisão de programas habitacionais. Defende um acolhimento humanizado em hospitais e delegacias para mulheres vítimas de violência sexual, e quer lutar pela garantia da humanização no atendimento das mulheres em situação de aborto.

“É necessário, urgente e fundamental que pessoas transvestigêneres, transexuais e travestis estejam dentro desses espaços de tomada de decisão porque se a gente tem, dentro desse modelo político brasileiro, uma ordem que diz respeito a representantes, e os representantes precisam estar relacionados a todas as populações e grupos sociais que estão presentes (…) isso já é motivo de sobra para que nossas existências, posicionamento, cultura e saber esteja dentro desse território” afirma Malunguinho em entrevista para a Carta.

A primeira mulher trans eleita deputada estadual em São Paulo.  Foto: Reprodução/Instagram
A primeira mulher trans eleita deputada estadual em São Paulo. Foto: Reprodução/Instagram

“Falar também sobre representatividade trans é pensar um corpo trans lá dentro, desde que esteja atrelado e comprometido com as pautas históricas dos movimentos de mulheres trans, homens trans e populações LGBTs” afirma Malunguinho ao defender sua candidatura. “Acho importante dizer também que essa representatividade trans, no meu caso, está extremamente atrelada ao fundamento racial, a luta negra, das mulheres negras e indígenas, que também são negras. É disso que estamos falando, pensar na base e nas estruturas”.

Com informações de G1 e Carta Capital

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