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O padre Francesco Spagnesi, de Toscana, na Itália, dizia arrecadar fundos para caridade destinado às pessoas de baixa renda, mas gastou o dinheiro com drogas para realizar a prática conhecida como chemsex. Segundo informações apuradas pelo Cocktails and Cocktalk, Spagnesi usou esse dinheiro para mais de 200 pessoas em festas gays e importava a droga GHB da Holanda.

As investigações apontam que Spagnesi convidava homens para festas e ele quem pagava as drogas. Segundo a polícia, cerca de €100,000 (por volta de R$ 600 mil) foram arrecadados. O advogado do padre disse que ele confessou dar as drogas nas festas.

Padre que arrecadava fundos para caridade gastou o dinheiro em orgias gays com drogas ilícitas
Reprodução

Jovem acusa padre de SP de promover orgias em igreja e de violentá-lo, diz revista

Aqui no Brasil, uma reportagem exclusiva da revista IstoÉ de dezembro de 2020 revelou que o espaço da Paróquia Monte Serrat, no Largo da Batata, centro de São Paulo, foi usado para orgias gays que tinham o padre Bartolomeu da Silva Paz como um dos articuladores.

Os detalhes das festas regadas a sexo, música e bebida alcoólica que invadiam a casa paroquial constam nos autos de um processo judicial que tramita desde maio na Vara Civil do Estado de São Paulo, ao qual IstoÉ teve acesso com exclusividade.

O autor, diz a revista, é Elissandro Dias Nazaré de Siqueira, 24 anos, que alega ter sido violentado pelo padre nas dependências da casa paroquial. Os abusos dos quais o jovem diz ter sido vítima, ainda quando era menor de idade, teriam ocorrido também na sede da Associação Cultural e Beneficente para o Bem-Estar do Idoso, que é ligada à Paróquia Monte Serrat e era presidida pelo padre.

Lá, no espaço que abriga idosos, o padre também fazia suas festas privadas. Os homens que o religioso convidava para as festas, musculosos e bastante jovens, faziam até uso da piscina do local, como mostram fotografias anexadas ao processo. Segundo o autor da ação, foi em um dos quartos da Associação que ele acordou, em uma das vezes que ele diz ter sido violentado pelo padre Bartolomeu, “com dores na região do ânus e com a cueca sanguinolenta”. IstoÉ procurou Bartolomeu, mas ele não respondeu às ligações nem as mensagens enviadas.

A ação, de acordo com a revista, é assinada pelos advogados Maristela Basso e Guilherme Dudus, e tem mais de 700 páginas. Nela, a vítima pede indenização de R$ 5 milhões por danos morais a ser paga pelo padre e toda a cúpula da Igreja Católica no Estado de São Paulo. Os acusados na ação são, além do Padre Bartolomeu, o Cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom José Roberto Fortes Palau, bispo de Limeira e o Padre Adalton Pereira de Castro. Este último teria tentado violentar Elissandro Siqueira, mas o ato não foi completado. Já o cardeal e os bispos teriam atuado para proteger o padre Bartolomeu, segundo alega a vítima, que os acusa de omissão. Dom Odilo nega todas as acusações em nome dele e dos representantes da Arquidiocese.

Além de amplos relatos de como seriam as orgias realizadas nas dependências da paróquia, a ação é composta por anexos com fotografias do padre Bartolomeu nas festas. Há ainda áudios trocados entre o padre e a suposta vítima. Em um dos registros, de maio de 25 de maio de 2016, algumas horas depois de celebrar a última missa do dia aos fiéis na Paróquia Monte Serrat, o padre Bartolomeu envia uma mensagem ao jovem. Eram 23h55 quando o religioso escreve para Siqueira: “Tô de pau duro”. Dois minutos depois, ainda sem resposta, o padre complementa: “Louco pra te comer”. Às 23h58, o pároco, ainda sem resposta, volta a questionar Siqueira: “E vc está afim de dar?”. Um minuto depois o jovem responde: “Não”.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"

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