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A equipe de futebol Paris Saint-Germain entrou em campo, neste dia 16 de de maio, com um uniforme homenageando o Dia Internacional de Combate à Homofobia. Todos os jogadores, incluindo Neymar, têm o número no verso da camisa com as cores do arco-íris.

Paris Saint-Germain presta homenagem com uniforme ao Dia de Combate à LGBTfobia
Paris Saint-Germain presta homenagem com uniforme ao Dia de Combate à LGBTfobia – Reprodução

A disputa em questão é do PSG contra o Reims, e é referente à 37ª rodada do Campeonato Francês, que até o fechamento desta notícia, estava em 2 a 0 para o time pró-LGBT.

Desde 2007, o PSG é parceiro do “Paris Foot Gay”, clube amador de futebol da liga local de Paris, a capital da França. A equipe é composta por cerca de 30% de jogadores gays. Alain Cayzac, presidente do PSG na época do negócio, é presidente honorário da PFG desde 15 de maio de 2010. Além do esporte, o clube tem objetivo de combater a homofobia no futebol e na sociedade como um todo.

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À HOMOFOBIA

O dia é celebrado nesta data em homenagem ao dia 17 de maio de 1990, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, em 1990. Desde esse dia, o termo “homossexualismo” passou a ser considerado errado por caracterizar doença, e a palavra “homossexualidade” passou a ser utilizada.

Ao longo da história, a homossexualidade foi vista das mais diferentes formas pelos mais diferentes grupos sociais. Sendo aceita, admirada, tolerada ou condenada, de acordo com as crenças e valores de cada cultura.

Na nossa sociedade, a cultura judaico-cristã considera a atitude um pecado e, durante anos, foi vista como uma doença e perversão, talvez se originando daí a LGBTIfobia. Em 1952, a Associação Americana de Psiquiatria publicou, no primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, que a homossexualidade era uma “desordem”, e diversos estudos passaram a ser feitos para comprovar, através da ciência, que o “homossexualismo” era um distúrbio mental. Como não houve nenhuma conclusão, e os estudos apontavam que a homossexualidade era inata do ser humano assim como a heterossexualidade, a Associação Americana de Psiquiatria retirou o “homossexualismo” da lista de transtornos mentais em 1973.

Dois anos mais tarde, a Associação Americana de Psicologia também decidiu retirar a orientação sexual como um transtorno mental, e passou a classificar como uma variação da natureza. Apesar disso, a OMS classificou, em 1977, o “homossexualismo” como doença mental, sendo esta retirada em 1990 durante a revisão da lista de doenças no dia 17 de maio, sendo um importante passo para a aceitação da sociedade e a luta contra a LGBTIfobia.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"