Pelo Twitter, o publicitário @nandomktdigital alertou sobre um post transfóbico realizado pelo Pastor Rodrigo Mocellin. Sob a escrita “Miss Goiás é homem” na imagem, o religioso escreveu na legenda do post no Instagram os dizeres: “Um homem é a Miss Goiás, mas as feministas estão em silêncio diante dessa opressão masculina. Por quê? Porque feminismo não defende as mulheres, defende a esquerda.”

A Miss em questão é a modelo Rayka Vieira, de 25 anos, sendo a primeira mulher trans a ser oficializada como representante de Goiás no Miss Brasil Mundo. Em entrevista ao G1, ela diz se considerar já uma vitoriosa em ter conquistado essa vaga.

“[Ser Miss] É ser muito mais do que uma mulher bonita, é ser uma mulher que abraça todas as causas sem distinção, com amor e com determinação, que usa a sua voz pelo bem, alguém que, com a visibilidade, pode ajudar em várias causas.” 

O QUE CARACTERIZA A TRANSFOBIA?

A transfobia, por ser tão enraizada em nossa sociedade, é tratada com naturalidade e bastante reforçada com estereótipos, sendo qualquer tipo de preconceito, aversão ou discriminação com as pessoas transexuais. Não se resumindo apenas a agressões físicas, a violência psicológica e o desrespeito também se caracterizam como transfobia.

No caso do pastor, o posicionamento é considerado transfóbico por não respeitar a identidade de gênero da Miss Goiás, que se vê e se entende como mulher, fez a transição para se adequar ao gênero com o qual lhe corresponde, porém, o pastor atribui seu gênero ao correspondente de seu nascimento.

Outras frases comuns que caracterizam a transfobia enraizada, mesmo que de forma não proposital, incluem: “você é linda, parece até mulher mesmo”, “você fez a cirurgia?”, “se não me contasse, eu jamais imaginaria que você fosse homem/mulher (se referindo ao gênero designado no nascimento)”, “você não será mulher, pois sua genética é XY”, “qual seu nome de verdade?”.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".