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Atendendo ao pedido da Aliança Nacional LGBTI+, o Ministério da Saúde incluiu no grupo prioritário para a vacina contra Covid-19 as pessoas que vivem com HIV imunodeprimidas, com CD4 menor que 350. A decisão foi publicada no sábado dia 23 de janeiro e, com as mudanças, os grupos prioritários passam a somar 77,2 milhões de pessoas.

De acordo com a Agencia AIDS, a vacina para pessoas com HIV é essencial para garantir a qualidade de vida: “Venho dizendo isso há um tempão. Principalmente as com CD4 baixo. Não tem nenhuma contraindicação para as pessoas com HIV se vacinarem”, disse a infectologista Adele Benzaken, ex-diretora do Departamento de HIV e Hepatites Virais.

“Quem tem HIV e outras comorbidades, é idoso, CD4 baixo e carga viral detectável, tem mais chances de desenvolver um quadro grave caso tenha covid-19. Por isso, essa pessoa deve ser vacinada contra o novo coronavírus o mais rápido possível”, alertou o Dr. Valdez Madruga, do Centro de Referência e Treinamento em IST/Aids de São Paulo.

Pessoas HIV+ (CD4 menor que 350) são incluídas como prioridade na vacinação
Reprodução

Ainda segundo a Agência AIDS, além da inclusão do HIV, houve algumas mudanças na pasta, incluindo as gestantes em uma lista diferente, a de “precauções”, em conjunto com outros grupos que exigem atenção. O documento também aponta ter mais de 354 milhões de doses contratadas para vacinação – das quais 212 milhões são da AstraZeneca/Fiocruz, 100 milhões são do Butantan/Sinovac e 42,5 milhões do consórcio Covax Facility.

No entanto, a pasta ainda não divulgou os cronogramas previstos para a entrega das doses, cuja produção passa por impasses devido à dificuldade para obtenção de insumos da China.

Vale dizer que o CD4 são células do sistema imunológico e o principal alvo do vírus HIV. Com o avanço do vírus no corpo, menos o número de CD4, e quanto menos linfócitos CD4, maior vulnerabilidade do sistema imunológico, aumentando o risco de complicações e infecções.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".