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Nove policiais foram condenados pela Justiça do Distrito Federal por comentários homofóbicos contra colegas militares que se beijaram em uma formatura da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em 2020. A 1ª Vara Criminal de Brasília determinou que os réus cumpram 2 anos de reclusão em regime aberto e paguem uma indenização de R$ 5 mil cada por danos morais coletivos. As informações são do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Os comentários discriminatórios ocorreram em um grupo de WhatsApp após a circulação de uma foto mostrando casais homoafetivos de policiais se beijando durante a cerimônia de formatura. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acusou os policiais de incitarem o preconceito e a discriminação com base na orientação sexual dos envolvidos.

Policiais do DF são condenados por comentários homofóbicos sobre beijo em formatura
Policiais do DF são condenados por comentários homofóbicos sobre beijo em formatura (Foto: reprodução/redes sociais)

O que diz a defesa

A defesa dos acusados tentou desqualificar as provas apresentadas, alegando que a cadeia de custódia não foi preservada e defendendo o direito à liberdade de expressão. Além disso, argumentou que não havia intenção de discriminar, mas sim uma preocupação com o decoro militar.

No entanto, a juíza responsável pelo caso rejeitou esses argumentos. Ela confirmou a validade das provas, indicando que a identificação dos autores dos comentários foi facilitada pelo fato de todos serem membros do mesmo grupo de WhatsApp, eliminando a necessidade de apreender os aparelhos.

Na decisão, a magistrada destacou que as manifestações dos réus eram nitidamente homofóbicas e discriminatórias, ressaltando que tais atitudes não são protegidas pela liberdade de expressão garantida pela Constituição. “Nenhuma exteriorização do pensamento que estimule a hostilidade ou discriminação contra pessoas em razão de sua orientação sexual ou identidade de gênero encontra amparo na liberdade constitucional de expressão”, afirmou a juíza.

O caso ainda cabe o pedido de recurso por parte dos acusados.

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