Segundo uma publicação do Aventuras Na História, Kurt Cobain, o vocalista da banda Nirvana, lutava contra a homofobia e era a favor dos direitos humanos.

Na época em que ele morava em Aberdeen, Seattle, nos Estados Unidos, Cobain saía pelas ruas com uma tinta spray e pichava paredes e carros com os dizeres “Deus é gay”, chegando a ser preso por isso em uma ocasião.

Já um artigo do Reverb aponta que Kurt Cobain também lutava contra o sexismo, racismo e o machismo. Na coletânea “Incesticide”, o Nirvana colocou no libreto do disco os seguintes dizeres:

“Se qualquer um de vocês em qualquer sentido odeia homossexuais, pessoas de outras cores ou mulheres, faça-nos um favor: nos deixe em paz! Não venha aos nossos shows e não compre nossos discos”. A contundente afirmação iluminava um sentido profundo por trás do Nirvana que por vezes acaba eclipsado justamente pelo imenso sucesso que a banda alcançou: há quase 30 anos, solitária em um cenário musical dominado por homens, pelo machismo, o sexismo e a corrida comercial, o Nirvana era não só uma banda que sublinhava a importância do feminismo, como denunciava a masculinidade tóxica, a desigualdade de gênero, a homofobia e a violência masculina – acima até mesmo de seu próprio sucesso.

O último disco inédito da banda, “In Utero”, também havia no libreto dizeres bem radicais contra qualquer tipo de discriminação:

“Se você é sexista, racista, homofóbico ou basicamente um idiota, não compre esse CD. Eu não me importo se você gosta de mim, eu odeio você.”

Em várias entrevistas, Cobain se posicionava a favor dos direitos LGBTQ+ e era bastante firme e incisivo em seus posicionamentos. O mesmo valia para outros segmentos, como mulheres e negros.

Além disso, várias músicas da banda também tinham uma mensagem social. “Rape Me” é um manifesto anti-estupro; “Very Ape” e “Floyd The Barber” atacam o machismo, só para citar alguns exemplos.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".