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José Tiago Corrêa Soroka, conhecido como serial killer de Curitiba, disse em depoimento à polícia que cometeu outros crimes, e as vítimas sempre eram homens, mas negou que tenha cometido homicídios. Segundo o delegado Thiago Nóbrega, a estimativa é que ele tenha praticado entre 10 e 20 crimes, sempre subtraindo pertences no valor aproximado de R$ 6.000. As informações são do G1.

Além disso, foi apreendido com ele um celular adquirido na semana passada com um novo chip para evitar rastreamento. Soroka também utilizava nomes falsos e mudava o local de moradia com frequência para não ser achado.

A polícia elaborou um laudo psicológico concluindo que a motivação dos crimes tinha forte significado homofóbico, considerando que ele tinha um conflito interno em relação a própria bissexualidade e queria manter seu lado homossexual desconhecido.

Agora, a Polícia fará um mapeamento para encontrar os outros crimes cometidos por Soroka, listando casos não solucionados que sejam semelhantes aos crimes já esclarecidos, como sinais de asfixia e pertences subtraídos.

O serial killer de Curitiba foi preso na manhã do dia 29 de maio e confessou os crimes à polícia. Ele assumiu que assassinou o professor universitário Robson Paim, de 36 anos, em Abelardo Luz no dia 17 de março; do enfermeiro David Levisio, de 30 anos, no dia 30 de abril, e do estudante de medicina Marcos Bozzana, de 25 anos, no dia  5 de maio, esses dos últimos em Curitiba. Ele também assumiu a tentativa de assassinato da quarta vítima no dia 11 de maio, no bairro Bigorrilho, em Curitiba, sendo que este conseguiu escapar e foi a partir desse episódio que a Polícia Civil passou a investigá-lo.

Soroka disse que queria matar uma vítima por semana porque o dinheiro e bens levados das vítimas duravam poucos dias. Todas as mortes aconteceram às terças-feiras, mas segundo o delegado Thiago Nóbrega, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, isso é uma coincidência.

Assista à reportagem exibida no “Meio-Dia Paraná”, nesta segunda-feira:  https://globoplay.globo.com/v/9561318/

Serial killer de Curitiba cometeu entre 10 e 20 crimes, acredita a polícia
Reprodução

Parte da transcrição do depoimento divulgado:

Delegado: Antes do senhor Robson Paim, em 17 de abril, o senhor teve alguma outra situação de pessoas, homossexuais que foram vítimas do senhor, que tiveram bens subtraídos?
Soroka: Senhor, teve várias situações, mas nestes casos eu me reservo o direito e não responder.
Delegado: Teve várias situações, mas pra gente entender, vitimas fatais ou não?
Soroka: Não, senhor.
Delegado: Vítimas que tiveram os bens subtraídos?
Soroka: Sim, senhor
Delegado: Sempre homossexuais?
Soroka: Não, senhor.
Delegado: Mulheres?
Soroka: Não, senhor.
Delegado: Sempre homens?
Soroka: Sim, senhor.
Delegado: O senhor não quer relatar sobre estes fatos?
Soroka: Não, senhor.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"