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O serial killer de Curitiba, José Tiago Corrêa Soroka, foi transferido para o Minipresídio de Campo Lago na manhã deste dia 2 de junho. Ao prestar depoimentos na Delegacia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele afirmou repetidas vezes que se fosse para a Casa de Custódia de Curitiba (CCC), ele seria executado. As informações são do Ric Mais.

“A defesa acredita na capacidade do estado em fazer a proteção dele, por ser um crime de repercussão, crime que, segundo a mídia, tem relação a um preconceito homofóbico. É a razão pela qual ele precisa ter essa proteção” – diz o advogado de defesa de Soroka, Rodrigo Riquelme.

Em entrevista à Record TV, Soroka disse que as mortes não têm relação com a orientação sexual das vítimas, dizendo que não tem preconceito e nem curiosidade em se relacionar com homens.

“Não tenho aversão, não tenho ódio. Para mim, cada um tem a sua opção sexual [sic], e deve ser respeitada”, disse Soroka.

Ele, que se define heterossexual, disse que seu relacionamento com a segunda esposa acabou quando ela descobriu alguns de seus crimes. Na ocasião, um boletim de ocorrência foi registrado contra ele por agressão.

“No começo foi bem tranquilo” – conta Soroka“Eu já tinha envolvimento com alguns delitos, ela descobriu e o relacionamento começou a dar uma boa decaída. Chegou a um certo ponto que nós brigamos e chegamos às vias de fato”, contou.

Ele também explica que sua vida no crime começou após ele ter sido preso por dirigir embriagado e não conseguir mais atuar na profissão de vigilante.

“Um dia, fui a um churrasco com uns colegas e levei um deles até a residência em Almirante Tamandaré. No meio do caminho, eu já tinha bebido, fui parado pela polícia e preso por dirigir embriagado. Isso implicou para ‘mim em renovar’ a carteira”, explica.

O serial killer também confessa se identificar com o perfil de sociopata por não sentir culpa após a mortes, alegando que o foco dos encontrar era roubar os objetos da casa das vítimas.

“Eu entrava, a gente tinha uma breve conversa e aí eu pedia para [ele] virar de costas. Nisso, eu aplicava um mata leão. A pessoa apagava, voltava e eu conversava. Falava ‘vou levar o que tem na tua casa, não reage que vai ficar tudo bem. Você sai bem e eu saio bem.’ Nessas situações que a pessoa veio a óbito eles reagiram, tentaram bater, tentaram empurrar, falaram que iam chamar a polícia. Nessa hora eu pensei que não ia conseguir me evadir da situação. Então eu acabei apertando um pouco mais e vieram a óbito. Eu não ficava muito tempo. Só resgatava o que tinha interesse e saí”, revelou.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"