Em junho, Paulo César Salomão Filho, presidente da Procuradoria da Justiça Desportiva (STJD) anunciou que puniria com multa ou até perda de pontos de times cujos torcedores cantarem gritos homofóbicos nos estádios. A medida atende à recente criminalização da homofobia no Brasil estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal e a diretrizes da Fifa.

No último dia 25, primeira vez na história do futebol brasileiro, um árbitro (Anderson Daronco) paralisou o jogo ao ouvir a torcida entoar um canto homofóbico. Na ocasião, após o Vasco abrir o placar contra o São Paulo, alguns torcedores vascaínos começaram a gritar “viado, time de viado”.

Em nota oficial divulgada no dia seguinte (26), o Vasco lamentou e repudiou “qualquer canto ou manifestação de caráter homofóbico por parte de alguns de seus torcedores”, além de pedir “desculpas a todos que, corretamente, se sentiram ofendidos por este comportamento”. O clube também militou contra a homofobia na partida seguinte, contra o Cruzeiro, com os atletas entrando em campo com uma faixa “homofobia é crime”.

times
Vasco em jogo contra o Cruzeiro. Foto: Carlos Gregório Jr
Vasco em jogo contra o Cruzeiro. Foto: Carlos Gregório Jr

Por fim, os principais times de futebol do Brasil se uniram em um manifesto que foi publicado em conjunto nas redes sociais, no dia 30, com a hashtag #DigaNãoàHomofobia.

“Clubes da série A se unem pelo combate à homofobia, não somente em campo, mas no dia a dia. São inaceitáveis práticas ainda existentes em nossos estádios: temos que dar um basta! Pior que prejudicar o seu time é cometer um crime. Grito homofóbico não é piada, muito menos cântico de torcida. Grito homofóbico é crime, dentro e fora dos estádios. Diga não à homofobia!”, diz o manifesto.

Time de futebol adota bandeira LGBT como uniforme oficial

Google Notícias