“Jessicão, a Opressora” é como a vereadora eleita em Londrina (PR), Jessica, do PP, se apresenta no Twitter. Na última quarta-feira (17), a bolsonarista usou a rede social, à maneira do presidente, para dizer que não fará nada pela causa LGBT porque atuará em defesa da direita, de Deus, da pátria e da família:

GAY BLOG BR by SCRUFF

Jessicão foi eleita com 2.523 votos, “em defesa da direita londrinense”, e com propaganda no “horário eleitoral” do Bolsonaro:

Fechados com Bolsonaro

A vereadora de direita não é a primeira LGBT a declarar-se “fechada com Bolsonaro” – e nem será a última. Nestas eleições, a cidade de Mariluz, também no Paraná, reelegeu um prefeito gay e bolsonarista. Paulinho Alves, do PSL, disse à coluna de Mônica Bergamo, da Folha, que não vê ruído entre sua homossexualidade e o apoio a Bolsonaro. “Não olho partidos, olho pessoas”, afirmou.

A afinidade dos gays com a direita e o bolsonarismo ainda causam estranheza, mas não são novidade. Nas redes sociais, há páginas com esse perfil, como a “Gays da Direita Brasil”, no Instagram. O administrador a define como “monarquista, intervencionista, pela família, patriota, anticomuna”.

Em Londrina, Jessicão diz que se recusa a “compactuar com essas pautas nojentas que a esquerda insiste em defender”:

O posicionamento de Jessicão tem apoio de seguidores de direita:

Família Bolsonaro, cabo eleitoral ruim

A maioria dos candidatos candidatos bolsonaristas se deu mal nestas eleições. Entre os famosos está Diego Hypólito, que não conseguiu votos o suficiente para ser eleito vereador por São Paulo no último domingo, dia 15 de novembro.  O ginasta, que teve apoio da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, conseguiu 3.783 votos e ficou como suplente. Nas redes sociais, ele se manifestou triste com o resultado.

Além de Diego Hypólito, outros candidatos apoiados pelo família de Jair Bolsonaro não conquistaram a vaga para vereadores. No Rio de Janeiro, a ex-esposa dele, Rogéria Bolsonaro e Walderice Conceição não foram eleitas. Em São Paulo, Sonaira Fernandes (Republicanos) não conseguiu se eleger mesmo com uma grande campanha de Eduardo Bolsonaro e Jair. Paula Milani (PMB) e Deilson Bolsonaro (Republicanos) não se elegeram em Curitiba, sendo que Deilson ficou com a suplência.

Reprodução

Junte-se à nossa comunidade

O app SCRUFF está disponibilizando gratuitamente a assinatura PRO no Brasil, com todas as funcionalidades premium. Seja Embaixador SCRUFF Venture para ajudar os gays que estão visitando sua cidade. Tenha uma agenda atualizada das melhores festas, paradas, festivais e eventos. São mais de 15 milhões de usuários no mundo todo; baixe o app SCRUFF diretamente deste link.

Jornalista pela Universidade Federal de MS, foi repórter de economia e hoje, além de colaborar para o Gay Blog, é servidor público em Joinville (SC). Escreveu ''A Supremacia do Abandono'', livro disponível em amazon.com.br.