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Disponível na rede pública e também nas farmácias, a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) vem se tornando uma alternativa terapêutica eficaz para prevenir novos casos. A PrEP faz parte de uma estratégia completa de prevenção que inclui práticas sexuais mais seguras, como uso correto de preservativos, para reduzir o contato com o sêmen, fluídos vaginais ou sangue; e exames regulares para detecção do HIV-1 e outras infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis e gonorreia.

Os Boletins Epidemológicos do Ministério da Saúde apontam uma redução gradativa do HIV no Brasil, mas alguns indicadores ainda despertam o sinal de alerta. Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, o estado registrou uma alta de 19,6% nos casos confirmados de HIV nos últimos dez anos. O maior crescimento foi registrado entre homens.

Profilaxia pré-exposição ao HIV amplica acesso à prevenção
Reprodução

A Blanver Farmoquímica e Farmacêutica lançou a versão genérica da PrEP no SUS, em 2020. Nas farmácias, a PrEP também pode ser encontrada na sua versão similar – o Binav. Está disponível em mais de 500 lojas da Raia Drogasil, Drogaria São Paulo, Farmácias Pague Menos, Clamed, Drogaria Araújo, Drogaria Nova Esperança, Farma Agora e Farmácia Popular, que vêm praticando preço médio de R$ 160.

“A comercialização da PrEP nas farmácias, somada à presença no SUS, representa uma grande via de acesso em favor da prevenção”, acredita o gestor comercial da Blanver, Caio Tibério. A PrEP reúne em sua formulação as substâncias ativas entricitabina e tenofovir. O método consiste na ingestão diária de um comprimido, que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV antes de ter alguma relação sexual sem uso de preservativos ou que configure risco de contrair o vírus.

Seu consumo é indicado para pessoas a partir de 15 anos e com peso igual ou maior que 35 kg. O tratamento funciona, de fato, após sete dias de uso para relação anal e 20 dias para o sexo vaginal. Os índices de eficácia variam de 96% a 99%, com baixa incidência de efeitos adversos como flatulências e náuseas. Problemas mais graves como lesões renais podem acontecer somente em 1% dos casos.

“Mas é importante frisar que a PrEP só terá esse resultado se o paciente tomar o medicamento todos os dias, pois pode não haver concentração suficiente na corrente sanguínea para bloquear o vírus”, adverte o Dr. Vinícius Borges, infectologista e idealizador do canal Doutor Maravilha, com mais de 220 mil seguidores nas redes sociais e que traz orientações sobre saúde sexual, prevenção e tratamento.

O método requer acompanhamento médico periódico entre quatro e seis meses. “Nesse contexto, os farmacêuticos ganham um papel ainda mais relevante para ajudarem o paciente na adesão e na continuidade do tratamento. A PrEP representa uma porta de entrada para o sistema de saúde e uma esperança real para evitar a escalada da doença”, avalia o infectologista.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"