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Neste sábado, dia 29 de janeiro, é comemorado o Dia da Visibilidade Trans no Brasil. A data faz referência ao primeiro ato em prol das pessoas trans realizado no Congresso Nacional do Brasil, em 2004, com a campanha “Travesti e Respeito”. A ação foi motivada pela busca de direitos igualitários de cidadania, saúde, educação e integração ao mercado de trabalho.

Dia da Visibilidade Trans no Brasil - Reprodução/British Council
Dia da Visibilidade Trans no Brasil – Reprodução/British Council

Quase 20 anos depois, a transfobia e a falta de oportunidades no mercado de trabalho continuam sendo alguns dos desafios enfrentados no dia a dia das pessoas trans. De acordo com um levantamento realizado pela ONG Transgender Europe, o Brasil é o país que mais mata, em números absolutos, pessoas trans no mundo. Além disso, a expectativa de vida de uma mulher trans e travesti no país é de apenas 35 anos, segundo a União Nacional LGBT.

A data faz referência ao primeiro ato em prol das pessoas trans realizado no Congresso Nacional do Brasil, em 2004, com a campanha “Travesti e Respeito”. A ação foi motivada pela busca de direitos igualitários de cidadania, saúde, educação e integração ao mercado de trabalho.
Dia da Visibilidade Trans no Brasil – Reprodução/British Council

Identidades Trans

Pessoas que possuem identidade de gênero diferente da que lhes foi atribuída ao nascimento. As identidades trans são inúmeras, tais como homens trans, mulheres trans, travestis e pessoas não binárias. Desse modo, uma pessoa trans deve ter seu pronome respeitado de acordo com a maneira com que se identifica.

Ao longo dos anos, as pessoas trans superaram desafios e barreiras na garantia de direitos, mas ainda há caminho a percorrer. Para celebrar a data, o British Council Brasil selecionou alguns marcos e conquistas da população trans brasileira. Além disso, ao longo dessa lista, conheça algumas personalidades trans que plataforma indica parra você acompanhar nas redes sociais.
Dia da Visibilidade Trans no Brasil – Reprodução/British Council

Não binariedade

Pessoas não binárias também são consideradas parte da população trans, uma vez que não se identificam com a binaridade de gênero (homem/mulher).

Identidades Trans Pessoas que possuem identidade de gênero diferente da que lhes foi atribuída ao nascimento. As identidades trans são inúmeras, tais como homens trans, mulheres trans, travestis e pessoas não binárias. Desse modo, uma pessoa trans deve ter seu pronome respeitado de acordo com a maneira com que se identifica.
Dia da Visibilidade Trans no Brasil – Reprodução/British Council

Transexualismonão existe; o termo é transexualidade

O termo “transexualismo” perdeu o suxifo –ISMO, afastando qualquer conotação de “doença”; agora, falamos “transexualidade”. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde retirou a transgeneridade da categoria de transtornos mentais e, desde 1º de janeiro de 2022, deixou de ser considerada doença em todos os países que integram a OMS.

Transexualismo não existe; o termo é transexualidade O termo “transexualismo” perdeu o suxifo –ISMO, afastando qualquer conotação de “doença”; agora, falamos “transexualidade”. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde retirou a transgeneridade da categoria de transtornos mentais e, desde 1º de janeiro de 2022, deixou de ser considerada doença em todos os países que integram a OMS.
Dia da Visibilidade Trans no Brasil – Reprodução/British Council

Me chame pelo meu nome

No Brasil, ao longo dos anos, as pessoas trans superaram desafios e barreiras na garantia de direitos, mas ainda há caminho a percorrer. Uma grande conquista aconteceu em 2018, quando o Supremo Tribunal Federal autorizou que pessoas trans possam mudar nome e gênero em seus documentos diretamente no cartório, sem precisar obter autorização judicial.

Dia da Visibilidade Trans no Brasil - Reprodução/British Council
Dia da Visibilidade Trans no Brasil – Reprodução/British Council

Ela, a travesti

Travesti é uma identidade feminina, portanto, falamos e nos referimos como “a travesti”. O termo “traveco” ou quaisquer outras variações no masculino são tidos como pejorativos.

Dia da Visibilidade Trans no Brasil - Reprodução/British Council
Dia da Visibilidade Trans no Brasil – Reprodução/British Council

Para celebrar a data, o British Council Brasil selecionou alguns marcos e conquistas da população trans brasileira:

Marcos e conquistas da população trans brasileira

1971: Foi realizada a primeira cirurgia de readequação sexual em uma mulher trans no Brasil. Seis anos depois, aconteceu a primeira operação em um homem trans.

1990: Roberta Close tornou-se a primeira modelo trans a posar nua para a Playboy. Ela havia feito a cirurgia de redesignação sexual um ano antes, na Inglaterra. 

1997: O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou cirurgias de readequação sexual. Antes desse ano, as cirurgias eram realizadas clandestinamente no Brasil.

2004: Foi instituído o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Em 29 de janeiro de 2004, mais de 20 transexuais e travestis foram ao Congresso Nacional, em Brasília, reivindicar seus direitos. Na ocasião, o Ministério da Saúde formalizou o compromisso para a saúde da população Gay, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros com a criação de um Comitê Técnico.

2006: O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a aceitar o uso do nome social em qualquer serviço da rede pública de saúde.

2008: O SUS criou o processo transexualizador (portarias 1.707 e 457) e o atendimento a pessoas trans passou a ser feito através de uma rede de acolhimento com uma equipe multidisciplinar de psicólogos, endócrinos e cirurgiões. Neste ano a cirurgia de redesignação sexual também passou a ser realizada pelo sistema público de saúde.

2009: O primeiro ambulatório de saúde do Brasil dedicado exclusivamente a travestis e transexuais foi inaugurado pela Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo. 

2015: É incluído os campos “identidade de gênero” e “nome social” nos boletins de ocorrência policial. Pessoas trans também passaram a ser tratadas pelo nome social em escolas e universidades e utilizarem o banheiro adequado à sua identidade de gênero.

2016: A Defensoria Pública da União solicitou ao Conselho Nacional de Justiça que pessoas trans sem cirurgia tivessem também o direito de retificar o registro de nascimento. Pela primeira vez, uma mulher trans mudou seu gênero e nome sem avaliação médica ou atestado médico. No mesmo ano, um decreto presidencial determinou que pessoas transexuais e travestis devem ser chamadas pelo nome social em todos os âmbitos da administração pública federal.

2017: Tiffany Abreu tornou-se a primeira jogadora transexual brasileira a receber autorização da Federação Internacional de Vôlei (Fivb) para atuar com as mulheres. 

2018: O Supremo Tribunal Federal autorizou que pessoas trans possam mudar nome e gênero direto no cartório, sem precisar obter autorização judicial. Desse modo, a alteração nos documentos passa a ser feita sem a exigência de mudanças físicas ou laudos médicos. 

2018: Um número expressivo de mulheres trans foram eleitas para o legislativo federal – foram mais de 50 candidaturas. Erica Malunguinho foi a primeira transexual eleita deputada estadual no Brasil, em São Paulo, e mais duas se elegeram por mandatos coletivos: Erika Hilton, pela Bancada Ativista, e Robeyoncé Lima, do Juntas, respectivamente em São Paulo e Pernambuco.

2020: Erika Hilton tornou-se a primeira vereadora travesti de São Paulo, sendo a mulher mais votada em todo o Brasil nas eleições 2020. A cidade também elegeu Carolina Iara, como covereadora pela Bancada Feminista do PSOL, e Thammy Miranda, homem trans.

2022: A transexualidade deixou efetivamente de ser considerada um transtorno mental pela OMS neste ano, em todos os países que integram a organização.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"