A Bolívia, conhecido por ser um país conservador, tem sua primeira apresentadora de televisão transgênero: Leonie Dorado, de 26 anos. Ela faz parte do programa Aby Ayala TV, que aborda questões relacionadas a comunidade LGBT+ com base em sua própria experiência de vida.

“A transição levou quatro anos” – disse à Reuters, que anteriormente se chamava Bernardo – “No final do dia, eu não estava no corpo errado, estava procurando a maneira como queria projetar minha vida”.

Leonie deu sorte que sua família apoiou a sua transição e a televisão em si não era bem seu objetivo de vida, já que na infância ela demonstrava ter facilidade como pianista, tanto que ela está cursando licenciatura em música moderna no Conservatório Nacional de Música da Bolívia.

No entanto, veio a oportunidade de representar a voz das pessoas trans neste programa de TV, e Dorado decidiu que seria uma boa oportunidade para representar a voz das pessoas trans. Ela luta pelos direitos dos LGBTs na Bolívia e atualmente está escrevendo um livro. Já seu lema pessoal é: “Faça as pazes com seu corpo, coloque sua saúde em primeiro lugar, aposte em seus sonhos e seja feliz”. Com informações de Folha de São Paulo

David Mercado / Reuters

Como a psicanálise compreende a sexualidade e as questões de gênero

No que determinadas pessoas estão acreditando quando afirmam a sua identidade de gênero, dizendo serem homens ou mulheres? Pág. 83 Essa e outras perguntas são respondidas na obra Faces do Sexual: Fronteiras entre gênero e inconsciente, organizada pelo psicanalista Rafael Kalaf Cossi e publicada pela Aller Editora.

Formado por artigos de renomados psicanalistas, como Vladimir Safatle, Patricia Porchat e Christian Ingo Lenz Dunker, o livro apresenta um debate claro e aberto da psicanálise com o estudo de gênero, apontando as possíveis aproximações e aprofundando o tão atual debate sobre sexualidade, o que é bastante controverso entre os psicanalistas mais arraigados à tradição. De maneira didática, os textos quebram com a ideia da transexualidade ou da homossexualidade ligadas à perversão.

A obra mostra ao leitor que a psicanálise está atenta aos sujeitos de seu tempo, às suas necessidades e ao seu modo de ser e estar no mundo – o que inclui a sexualidade como parte importante desse processo. Desde Freud, para a psicanálise, a identidade sexual não está forçosamente atrelada aos caracteres biológicos e isso abre diversas possibilidades para pensar o sujeito e suas possíveis maneiras de viver sua sexualidade.

Dessa forma, o livro amplia o debate psicanalítico ao conversar com autores de outras áreas, como Judith Butler. Sem qualquer pretensão de limitar as discussões, Faces do Sexual: Fronteiras entre gênero e inconsciente quebra paradigmas e convida o leitor e a leitora a se permitirem seguir os descaminhos do debate que conduzem a diferentes interpretações dentro desse universo plural.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".