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Pensando em oferecer oportunidade de emprego e de geração de renda para pessoas transgêneras através do ensino gratuito da língua inglesa, a norte-americana Jenna Marisco encontrou uma maneira de ajudar mulheres e homens trans no Brasil. Com o apoio da Aliança Nacional LGBTI, foi criado um curso, com 22 vagas, para ampliar as chances do público-alvo ter novas perspectivas pessoais e profissionais. Ainda há 16 vagas disponíveis.

(Foto: Reprodução)

Jenna, que é professora de inglês, desde 2011, encontrou na sua profissão um modo de ajudar uma  parcela da população que, historicamente, não tem acesso ao ensino de língua inglesa. “Queria oferecer aulas grátis para pessoas trans que não têm condições financeiras de entrar numa escola de idiomas e que estão desempregados ou em subempregos”, explica. 

Moradora de Serra (ES), Jenna conheceu a Aliança Nacional LGBTI após participar de um fórum para tratar de temas ligados à transexualidade e às pessoas transgêneras. “Conheci representantes deles e comecei a ensinar para as primeiras alunas indicadas pela entidade. Neste ano, vamos passar a atender também homens trans, ampliando o grupo beneficiado por essa nossa ação”, conta. A iniciativa da americana recebeu o nome de Projeto We are Jane.

Layza Lima, coordenadora Titular da Aliança Nacional LGBTI+ no Espírito Santo, diz que as aulas de Língua Inglesa promovem o conhecimento do idioma mais falado no mundo, seja nos negócios ou no turismo, às pessoas trans. “A Jenna é uma mulher cis e percebeu as dificuldades que as pessoas trans enfrentam no nosso País. É uma atitude louvável auxiliar quem não conseguiria aprender uma nova língua se não fosse de forma gratuita. Por isso, pensamos em pessoas que estão em extrema vulnerabilidade social”, pontua. 

Para Bárbara Caroline de Oliveira, aluna do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Pará (UFPA), as aulas de inglês são uma oportunidade para aumentar as suas chances de empregabilidade. Moradora de Belém (PA), a jovem trans de 26 anos, havia diz que ficou sabendo do curso através de uma mensagem em um grupo no WhatsApp. “Decidi me inscrever porque quero aprimorar a minha fluência em inglês e conseguir novas oportunidades profissionais”, revela.  

(Foto: Divulgação)

Projeto We are Jane

Conhecido como “Projeto We are Jane”, a iniciativa recebeu esse nome após Jenna descobrir ser comum no Brasil o registro de mulheres trans mortas com “nome desconhecido”.  “Nos EUA, quando temos uma vítima desconhecida, a chamamos de ‘Jane Doe’. Então, queria chamar o projeto ‘We are Jane’, ou seja ‘Nós somos Jane’ para homenagear essas mulheres que morreram e dar um nome para elas”, explica. 

De acordo com a Aliança Nacional, embora não exista uma pesquisa ou um censo que aponte o tamanho da população LGBTQIA+ brasileira e suas demandas mais urgentes, a busca por capacitação profissional que resulte em uma melhora na empregabilidade dessa população é uma realidade. “É uma dívida histórica da nossa sociedade oferecer outras opções de geração de renda para quem não tem muitas oportunidades de ter o seu próprio sustento e sobrevivência“, conclui Layza.

→ Incrições podem ser realizadas através do link aqui.

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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)