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Na última segunda-feira (6), Jhosy Gadêlha, de 34 anos, acabou sendo vítima de transfobia em uma loja de roupas. Entretanto, na quarta-feira (8), quando retornou para as atividades como professora na EEM Padre Coriolano, em Pacajus (CE), ela recebeu uma homenagem de seus alunos.

Jhosy é professora de espanhol (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Assim que retornou a escola, enquanto dava aula, Jhosy foi chamada por uma de suas alunas de outra sala e se deparou com uma surpresa: todos os estudantes da institução formavam um corredor e seguravam cartazes. Ela foi ovacionada enquanto lia as mensagens de afeto.

Foi a coisa mais linda do mundo. Quando saí da sala vi aquela corrente de gente de mãos dadas. Era um corredor de amor e empatia e eu fiquei sem reação, me tremia toda. Eles me deram um abraço coletivo e o gesto se repetiu com as turmas da tarde e da noite,” relembra ela em conversa com a revista Marie Claire.

Entenda o caso

A professora foi vítima de transfobia quando entrou em uma loja de moda evangélica, na última segunda-feira (6), para comprar uma saia. Ao sair do provador, ela contou que começou a conversar com uma senhora, que mais tarde descobriu ser a proprietária da loja.

Ela disse que estava voltando da igreja e eu comentei que também era da igreja e sai quando comecei minha transição. Nesse momento ela começou a me tratar no masculino e dizia ‘meu filho, por que você fez isso?’. Eu até tentei me controlar mas estava me sentindo incomodada e ela continuava com os ataques e me falava ‘você sabe que pessoas como você não agradam a Deus e vão para o inferno”, relembrou.

Jhosy relata que pediu para ser tratada no feminino, mas a proprietária da loja retrucava dizendo que a voz era de homem. A professora ainda foi questionada se já havia feito a cirurgia de redesignação sexual. Após o ocorrido a professora entrou em contato com a coordenação da escola e contou  toda a situação de transfobia.

Ela recebeu todo o apoio da escola e foi incentivada a buscar os seus direitos. A professora também foi liberada das aulas na segunda (6) e terça-feira (7) e em seu retorno, na quarta-feira (8), foi acolhida pelos estudantes. Jhosy também relatou que registrou um Boletim de Ocorrência e está recebendo apoio de um centro LGBTQIA+ da capital Fortaleza.

Jhosy durante aula na escola Padre Coriolano (Foto: Arquivo Pessoal)



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Jornalista gaúcho formado na Universidade Franciscana (UFN) e Especialista em Estudos de Gênero pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)